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SÃO PAULO – Nesta sexta-feira (1) o prazo para uma solução sobre o chamado “sequestro” nos EUA chegou ao fim, sem nenhuma resolução. A partir desta data, um corte de gastos automático no governo, no valor de US$ 85 bilhões, entra em vigor. De acordo com o presidente Barack Obama, em discurso, “essa situação irá prejudicar os americanos”.
O presidente chamou o corte de gastos de “burrice” e “sem desculpa”, sendo que os efeitos do sequestro não devem ser sentidos nesse momento, mas devem afetar o PIB (Produto Interno Bruto) do país neste trimestre em até 0,5 ponto percentual.
Na última quinta-feira, o Congresso recusou o último plano para tentativa de evitar o “sequestro”, porém, Obama ainda vê a possibilidade de um plano equilibrado ser aprovado pela Câmara, e acha que os republicanos irão repensar suas ideias após os efeitos do corte começarem a ser sentidos. Ele ainda se disse preparado para realizar decisões difíceis contra o déficit. “Não quero outra crise de orçamento”, concluiu o presidente.
Por fim, Obama afirmou que pessoas de baixa renda também irão sentir os efeitos do “sequestro” e que empregos serão perdidos durante este corte, sendo que ele não vê uma crise financeira surgindo por causa do atual cenário.