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SÃO PAULO – Na última sessão, os olhos do mercado estiveram voltados para o Federal Reserve e as indicações de seus principais integrantes sobre a continuidade dos programas de estímulo de US$ 85 bilhões, implementados no final do ano passado. Com isso, o Ibovespa chegou a registrar ganhos de 1,48% e a registrar queda de 0,41%, em meio às mudanças de sinalização ao longo do dia.
O Ibovespa abriu a sessão da última quarta-feira (22) com leve alta, em meio às expectativas de que o presidente do Fed, Ben Bernanke, adotasse um discurso mais dovish no Congresso norte-americano, revelando uma postura de taxas de juros mais baixas e uma postura mais tolerante com a inflação. Com isso, esperava-se que o presidente da autoridade monetária apontasse para uma continuidade das políticas de estímulo.
O cenário altista se confirmou minutos antes do discurso de Ben Bernanke no Congresso, às 11h (horário de Brasília), quando foi revelado o seu discurso preliminar antes da sessão de perguntas feita pelos congressistas, fazendo o Ibovespa registrar forte alta, assim como as bolsas internacionais.
No discurso, Bernanke destacou que o fim prematuro da política de estímulos não levaria a um crescimento sustentável da economia norte-americana. “Um aperto da política monetária pode levar as taxas de juros a subirem temporariamente, carregando o risco substancial de abrandar ou interromper a recuperação econômica, o que faria a inflação cair ainda mais”, apontou o presidente do Fed.
Após a euforia, menores ganhos…
Contudo, os índices norte-americanos e também os brasileiros, logo arrefeceram os ganhos após Bernanke ser questionado quando haveria uma diminuição do ritmo de compra de títulos pelo Federal Reserve. O presidente do Fed declarou que isso poderia acontecer nas próximas reuniões, dependendo dos números do mercado de trabalho e da inflação. Perguntado se essa mudança de ritmo aconteceria antes de setembro, Bernanke foi evasivo e se esquivou.
Entre outros detalhes que preocuparam os investidores, o presidente da autoridade monetária destacou que uma saída do Fed do programa de compra de títulos será difícil para a economia, principalmente levando em risco o fator de correção dos mercados.
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…até chegar a registrar queda
Apesar do final do discurso do presidente do Fed já indicar uma mudança de ventos do mercado, o grande baque ocorreu com a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) da última reunião de 30 de abril e 1 de maio, revelada às 15h (horário de Brasília), que mostrou uma clara divisão entre os integrantes do conselho em relação a quando os estímulos devem terminar.
De acordo com a ata, alguns participantes sinalizaram que a redução das compras de ativos devem ocorrer a partir da reunião de junho, mas ainda há debates quais serão suficientes para desencadear a decisão.
Por outro lado, outras autoridades que compõem o Fomc destacaram que o programa de títulos pode aliviar ainda mais, dependendo da trajetória da inflação. A divisão se mostra ainda maior entre os integrantes do comitê, uma vez que um integrante deseja que os estímulos sejam encerrados já na próxima reunião, enquanto outro membro espera que o programa de títulos aumente.
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Em meio a essa indicação e à sensibilidade do mercado, os índices de bolsas norte-americanas fecharam em queda na sessão desta data, com o S&P500 fechando em queda de 0,85%, o Dow Jones caindo 0,52% e o Nasdaq, baixa de 1,12%. O Ibovespa também desacelerou e chegou a virar para queda após a ata, mas se recuperou e fechou com ganhos de 0,29%.