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SÃO PAULO – Você, como microempresário, tem um ritmo alucinante. Visita clientes, abre novas frentes de negócios, divulga seu produto, resolve as questões administrativas e financeiras, cobra fornecedores e ainda, de quebra, participa da execução de muitas tarefas na empresa, para garantir o ritmo da produção ou da prestação de serviços.
Exagero? De forma alguma. Quem se dispõe ao empreendedorismo sabe que a tarefa não é mesmo para qualquer um. Ainda assim, você dá conta de todos os compromissos, e consegue manter o controle da situação.
Porém…há um elemento que o descontrola: quando percebe que o ritmo da sua equipe não está acompanhando o seu. Neste caso, aqui vai a dica: é possível reverter este quadro!
Análise do caso
Em primeiro lugar, você deve ter consciência de que a empresa é seu espelho. Isso significa que as ações do grupo refletem muito o seu comportamento: se você tomar todas as tarefas para si, terá uma equipe acomodada; porém, se delegar demais, terá um grupo completamente descontente, atolado de trabalho e sem o menor traquejo para executá-lo.
Portanto, avalie o seu comportamento. Lembre-se que, neste time, você é o técnico!
Saiba conhecer melhor os talentos de sua empresa, as pessoas com quem realmente possa contar, sem, claro, desestimular os outros.
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Mantenha-se próximo da sua equipe. Isso não significa tomar todas as tarefas para você, mas sim preparar bem seus funcionários para que possam realizá-las com eficiência.
Lembre-se: você também foi inexperiente um dia. Portanto, é necessário ter uma boa dose de paciência para levar adiante sua equipe. Fácil? Nem um pouco.
Condições de motivação
Avalie, friamente, se a sua empresa tem cumprido bem a tarefa de motivar seus funcionários: a remuneração é justa? Os horários de trabalho são coerentes? Há algum tipo de benefício?
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Responder a este questionamento se torna bastante simples se você se colocar no lugar do seu pessoal. Responda à seguinte pergunta: caso você fosse funcionário da sua empresa, trabalharia satisfeito?
De nada adiantará você se colocar na defensiva e achar, sem razão alguma, que sua empresa é o melhor lugar do mundo para trabalhar. É preciso ter fundamentos para isso.
Objetivos afins
Permita que seus funcionários participem ativamente das metas da empresa. Compartilhe idéias, convide alguns líderes de sua confiança para a execução de projetos.
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Periodicamente, informe à sua equipe qual a situação da empresa. Isso não significa ter que dividir com eles o seu relatório de faturamento. Trata-se apenas de falar um pouco dos clientes que são atendidos, dos serviços prestados, de metas futuras, concorrência e situação do mercado.
Caso estejam mesmo envolvidos pela empresa, é claro que os objetivos serão compartilhados e a equipe trabalhará mesmo como um time. Saber mais sobre o local de trabalho dá ao grupo maior confiança. É preciso que sintam que o crescimento da empresa também será o deles.
Combata a política de só se aproximar de seus funcionários para criticar o trabalho ou apontar falhas. Esteja sempre presente!
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Avaliação justa
Pois bem, se você está consciente de que a política adotada na sua empresa é justa e que as condições de trabalho são satisfatórias, tem maior condição de avaliar o trabalho de seus funcionários.
Agora, existe aí um outro lado: sua empresa não pode sustentar a acomodação e o baixo desempenho de alguém. Por isso, caso o desempenho esteja muito abaixo do normal, próximo ao comodismo, vale uma conversa clara e objetiva, onde você, ou seu líder de confiança, falará sobre a política da empresa e o comportamento esperado.
Desta forma, terá condições de avaliar a conduta deste profissional: caso o “aviso” não apresente resultados, talvez valha a pena se preparar para uma substituição na equipe, já que há sempre o perigo de uma contaminação (um integrante desinteressado pode injetar desânimo nos demais).
Já se o funcionário apresentar alguma melhora, significa que há interesse e talvez esteja faltando mesmo esta aproximação.
Gerenciar os recursos humanos é uma tarefa bastante complexa, onde existem poucas regras fixas e muitas situações conflitantes. Portanto, prepare-se para mais este desafio no seu caminho empreendedor!