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SÃO PAULO – Com R$ 9 mil no bolso, o que é possível comprar? As possibilidades de gasto desse dinheiro são muitas e entre elas está comprar um objeto de luxo (ou até mesmo mais que um) ou ainda comprar um carro, embora com muitos anos de uso.
Em uma pesquisa em sites de comércio eletrônico é possível encontrar ofertas de todos os tipos de produtos, como um Chevette 87/87 por R$ 4.990 ou ainda uma TV LCD de 52 polegadas por praticamente o mesmo preço: R$ 4.998.
Com um montante um pouco mais alto, é possível encontrar um Fiesta 98/98 sendo anunciado na internet. O carro está com mais de 100 mil quilômetros rodados, conforme o próprio anúncio informa. Mas quem não quiser gastar esse dinheiro com um carro com mais de dez anos de uso, é possível comprar refrigerador side by side de 603 litros e com dispenser de água e gelo, encontrado por R$ 8.404.
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Ainda nessa faixa de preço é possível encontrar um Palio 97/97 por R$ 8.900, ou comprar um iMac Core 2Duo 4GB, encontrado em oferta por R$ 7.999, e ainda economizar R$ 901.
Já se o dinheiro disponível não chega a R$ 6 mil, uma opção de carro seria um Fusca 86/86, encontrado por R$ 5.800, ou então trocar o carro por uma bolsa Lanvin Montmartre, vendida por R$ 4.350. Também é possível optar por uma garrafa de vinho branco Louis Corton-Charlemagne Grand Cru, por R$ 2 mil, e ainda usar o restante para adquirir uma garrafa de vinho tinto Bonnes Mares Grand Cru, por R$ 1.758.
Optou pelo carro? Fique atento na compra
Claro que comprar um desses artigos de luxo é bem diferente da aquisição de um carro já com muitos anos de uso, e essa decisão depende da avaliação do próprio consumidor. Mas se a decisão foi pelo veículo, é preciso ter alguns cuidados.
Segundo o consultor do site AutomóvelDicas, Nelson Cunha Bastos, na hora de comprar, o principal cuidado que uma pessoa deve ter é verificar a procedência do carro, para conferir se não há multas e outras pendências financeiras. Isso pode ser feito pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito), ou ainda por meio de empresas particulares que, com dados das seguradoras, também podem informar se o veículo sofreu sinistro. “As vezes você vê um carro que custa R$ 3 mil, mas esse é um valor mentiroso, pois tem multas e pendências que vão deixar esse valor muito mais alto”, afirma.
Bastos lembra que, enquanto há pessoas que compram esses carros mais velhos e baratos pelo desejo de ter o primeiro veículo, há quem os adquire pelo valor emocional. “Tem gente que compra porque aquele determinado modelo tem um valor sentimental e vai restaurar o carro. Mas, normalmente, essas pessoas já têm um outro carro, em melhores condições”, diz.
Porém, para o consultor, ambos os compradores têm que ter cuidados na hora da compra. “Tem que dar uma mensurada no estado geral e ver quanto vai gastar na reparação do carro. Também tem que considerar que esses carros já saíram de linha e que encontrar peças de reposição é mais difícil. Hoje, com as possibilidades de financiamento, a pessoa tem que pensar se não vale a pena usar os R$ 9 mil como entrada e financiar o restante em um carro melhor”, considera.