O que são e para que servem as “gregas” do mercado de opções?

Expressões são bastante usuais no mercado e úteis para investidores que desejam fazer operações de hedge

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SÃO PAULO – Quem possui alguma familiaridade com o mercado de derivativos, mais especificamente com as opções, já deve ter se deparado com expressões do tipo: delta, gama, vega, teta e rô.

Apesar de parecem bastante complicados, os termos gregos, ou as “gregas”, são de fácil compreensão e extremamente utilizados no mercado, sobretudo em operações de hedge.

Delta: sensibilidade ao preço do ativo

Mas o que, de fato, significam cada um destas “gregas”? O delta é definido como a taxa de variação do prêmio da opção em função de uma oscilação no preço do ativo objeto no mercado à vista.

Se o delta de uma opção de compra de uma ação for 0,6, por exemplo, significa que, caso o papel varie R$ 1,00, o prêmio da opção será alterado em R$ 0,60.

Construindo o delta-hedge

A identificação do delta pode ser de grande utilidade, pois permite ao investidor construir o que é chamado de delta-hedge, tornando sua carteira imune a pequenas alterações no preço do ativo base. Feita esta operação, o lucro (ou perda) da posição do agente na opção tenderá a ser compensado pela perda (ou lucro) da posição no ativo objeto.

Admita que o prêmio da opção é de R$ 10,00 e o preço do ativo R$ 100. O investidor venderia 20 contratos de opções para supostamente comprar 2.000 ações, e poderia fazer um hedge através da compra de 1.200 ações (supondo que o ativo objeto da operação é uma ação). Este número de 1.200 ações decorre da multiplicação do valor do delta (no caso 0,6) pelo número de ações que supostamente seria comprado (neste exemplo, 2.000).

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Desta forma, se o preço da ação subir R$ 1,00, o investidor teria um lucro de R$ 1.200 com as ações compradas, mas o prêmio da opção aumentaria em R$ 0,60, de modo que haveria uma perda de também R$ 1.200 com as opções vendidas, neutralizando o retorno final do agente.

Gama e vega

De forma semelhante, o gama indica a taxa de variação do valor da carteira de opções do investidor em função de variações no delta. Caso seja “zerado” o gama, um portifólio se torna pouco sensível a variações razoavelmente grandes no preço do ativo.

Já o vega é a taxa de variação do valor da carteira com relação à volatilidade do ativo. Analogamente, “neutralizando” o vega, o portifólio torna-se insensível a oscilações na volatilidade do ativo.

Teta e rô

Por fim, investidores também observam duas gregas: o teta e o rô. Enquanto o primeiro informa quanto varia a carteira de opções do investidor ao longo do tempo, o rô mede a sensibilidade da carteira em relação à taxa de juro livre de risco.