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SÃO PAULO – Duas empresas de tecnologia que são sinônimos de inovação e que possuem admiradores em todo o mundo, a Apple e o Facebook também têm estampado frequentemente as manchetes das publicações de economia por conta do desempenho dos seus papéis na bolsa de valores – mas em lados opostos. Enquanto a companhia fundada por Steve Jobs passa por um ótimo momento, os papeis da empresa do jovem Mark Zuckerberg (à direita na foto) seguem ladeira abaixo desde que estrearam na Nasdaq (bolsa de Nova York que negocia ações de tecnologia).
Para o especialista em finanças da MoneyFit, André Massaro, é possível tirar alguma lições das duas empresas. No Caso do Facebook, ele ressalta que, por mais “badalada” que seja a empresa, é preciso ficar muito atento ao participar de um IPO, principalmente de uma empresa com um modelos de negócios tão novo. “O Facebook é uma empresa baseada em um modelo de negócios que ainda não se sabe se é algo sólido ou apenas um ‘modismo’”, diz.
Além disso, ele aponta que o fato de a empresa não ter histórico no mercado (de empresas de capital aberto) também faz com que os investidores comprem os papéis quase às cegas. “Comprar ações de empresa no momento da abertura não é brincadeira. A ação é nova no mercado, não tem um histórico bem consolidado e tudo pode acontecer. Investidores iniciantes devem priorizar ações de empresas sólidas e com reputação reconhecida”, ressalta. “E, pelo que se vê, está sendo bastante inábil para lidar com as pressões típicas de empresas abertas e as demandas por transparência por parte de investidores”, continua.
Apple
Já no caso da Apple a situação é bem diferente. A empresa vem experimentando uma valorização constante dos seus papéis e se firmou como a companhia mais valiosa do mundo, com valor de mercado acima de US$ 605 bilhões, quase 50% maior que o valor da Exxon Móbil, avaliada em cerca US$ 408 bilhões.
“A Apple é uma empresa que já tem uma história e um modelo de negócios que vem se revelando sólido ao longo dos anos”, lembra Massaro.
Ao mesmo tempo, ele aponta que o fato das ações estarem em seus preços máximos históricos deve fazer os investidores se atentarem um pouco mais antes de comprar os papeis. “Isso, absolutamente, não quer dizer que daqui em diante ela não vão se valorizar ainda mais. Pode ser que ela se valorize muito, mas quando uma empresa atinge níveis de valorização tão expressivos, o ‘caminho de menor resistência’ sempre acaba sendo para baixo”, pontua.
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Ele lembra que muitas vezes o investidor se deixa levar pelo fato de uma ação estar na “moda”, mas esquece que o que determina um bom negócio não é tanto o valor pelo qual vendemos. “Mais importante do que isso é o valor que compramos o papel”, pontua.
Os seus líderes
Em artigo recente, o The Wall Street Journal também ressalta a força do CEO Tim Cook (à esquerda na foto), que conseguiu manter a popularidade da Apple extremamente elevada mesmo após a morte de Steve Jobs. Desde que o fundador da Aple morreu, os papéis da companhia já subiram quase 80%. Já Mark Zuckerberg parece não ter o mesmo “carisma”, já que desde a estréia da sua empresa na bolsa, os papéis já recuaram quase 50%.