Análise Gráfica

O que os gráficos indicam para o barril de petróleo Brent após o ataque na Arábia Saudita

Contrato caiu hoje pelo segundo dia, depois de ter disparado quase 15% na segunda-feira. Preço vai em direção aos US$ 60

SÃO PAULO — O preço do contrato mais negociado do barril de petróleo Brent caiu pelo segundo dia nesta quarta-feira (18), para a casa dos US$ 63 a unidade. 

Mesmo com a baixa de mais de 6% registrada ontem, o contrato ainda não devolveu toda a disparada de quase 15% vista na segunda-feira, refletindo o ataque em instalações da saudita Aramco, uma das maiores produtoras de petróleo do mundo, que assustou o mercado. 

Para a analista gráfica Pam Semezzato, da corretora Rico, o movimento do contrato no pregão de ontem sugere mais quedas.  

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“Como a média móvel aritmética (resultado de uma média dos preços de um ativo em um determinado período) de 200 períodos de US$ 64,20 foi rompida, acredito no fechamento do gap em US$ 60,20 — região em que também se encontram as médias móveis exponenciais de 9 e 21 que podem servir como suporte (patamar em que o contrato costuma atrair compradores)”, disse.  

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No gráfico semanal, o petróleo Brent se encontra em um triângulo, considerando a LTB (Linha de Tendência de Baixa) iniciada em 10/01/2018 e a LTA (Linha de Tendência de Alta) iniciada em 24/12/2018.

“Com a movimentação dada pelo gap de alta desta semana, a LTB foi testada e o preço volta a trabalhar dentro da região de triangulação, em que os topos são mais baixos do que os anteriores e os fundos mais altos”, explicou a grafista.

Segundo ela, teremos uma definição melhor do movimento do barril Brent no rompimento do triângulo. Neste caso, pode ser tanto para novas altas, com o rompimento da resistência (patamar que geralmente atrai vendas) em US$ 73, quanto para novas quedas, com o rompimento do suporte no gráfico semanal em US$ 58.

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Ataques

No último sábado (14), drones atacaram duas instalações da Aramco, na Arábia Saudita, e provocaram incêndios. Rebeldes iemenitas houthis, que são apoiados pelo Irã, disseram ter mobilizado 10 drones para fazer o ataque.

Bombardeios têm sido comuns contra bases aéreas sauditas e outras instalações no país. A ONU e países ocidentais acusam Teerã de fornecer armas ao grupo, embora o governo iraniano negue. 

Os ataques são uma reação aos bombardeios conduzidos pela Arábia Saudita em regiões controladas por rebeldes no Iêmen. Os sauditas lideram uma coalizão contra os houthis desde 2015. O grupo detém a capital do país, Sanaa. 

O atentado de sábado interrompeu a produção diária de 5,7 milhões de barris de petróleo, o que representa metade do volume exportado pela Arábia Saudita e 5% do montante explorado diariamente no mundo. 

Análise técnica 

Chamada de análise gráfica por alguns, ela parte do pressuposto de que tudo o que pode ser medido acerca do desempenho futuro de uma ação já está precificado. 

Desse modo, os movimentos diários do papel teriam um componente muito maior de percepção psicológica dos investidores sobre se está caro ou barato, subiu demais ou caiu demais, do que de fundamentos. 

As operações em análise técnica, então, são guiadas a partir de um estudo do gráfico do preço da ação, verificando quais patamares de preço geralmente atraem vendas (resistências) e quais outros atraem compras (suportes). 

Outras ferramentas da análise técnica incluem o Índice de Força Relativa (IFR), que cruza dados de preço de fechamento com volume negociado de ações, projeção de Fibinacci e análise de médias móveis. 

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