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Ainda que desacelerando a alta em novembro, as ações da Cogna (COGN3) são de longe a maior alta do acumulado de 2025, com valorização de cerca de 270%.
Mas o que fez com que os papéis da Cogna registrassem tamanho salto no período?
O movimento ocorre em meio a uma sequência de melhora de resultados e visão de um corte mais próximo dos juros básicos da economia (no primeiro trimestre de 2026), o que beneficia ações ligadas ao consumo doméstico e empresas endividadas (o caso da Cogna).
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O último resultado divulgado, no dia 6 de novembro, o Bradesco BBI ressaltou que os resultados da Cogna no 3T25 foram fortes, superando as projeções do BBI (+6% para o Ebitda, ou lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações; o lucro líquido ajustado, excluindo imposto de renda diferido e reversões de contingências, totalizou R$ 73 milhões, contra R$ 22 milhões das projeções do banco). O crescimento da receita foi sólido, de 15% em relação ao ano anterior, 2% acima das estimativas do BBI.
Mais uma vez, o destaque foi a Kroton, com crescimento de 16%, impulsionado pela forte captação em ensino presencial e a distância (+18% e +6%, respectivamente), bem como pelo maior valor do ticket médio (+9% e +14%). O Ebitda também surpreendeu, com alta de 10% em relação ao ano anterior, 6% acima das suas estimativas.
Após os resultados, o BBI reiterou recomendação de compra para a Cogna, sendo a sua principal escolha no setor, com base na dinâmica atual de resultados positivos e no valuation.
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Em outubro, após encontro com o CEO e CFO da companhia, a equipe de análise do banco reiterou visão positiva para o papel, com preço-alvo de R$ 3,50.
Na reunião, o BBI relatou que a administração pareceu altamente otimista em relação ao 2S25 (segundo semestre de 2025) e 2026, com base em: (i) um forte desempenho de captação no 2S25 nas modalidades de ensino presencial e de ensino à distância (EAD); (ii) um potencial aumento na captação impulsionado pela medida governamental relacionada à isenção do imposto de renda prevista para 2026; (iii) uma oportunidade considerável no segmento Business-to-Government (B2G), apesar de uma forte base de remuneração; e (iv) o alto crescimento contínuo nos negócios de educação básica da Vasta.
Olhando para 2026, o Goldman Sachs revisou para cima as suas estimativas de receita em 1,5%, de forma a incorporar melhores perspectivas de vendas por assinatura na unidade de negócios Vasta.
“Agora projetamos que o ciclo de vendas por assinatura da Vasta em 2026 (que engloba a venda de livros e soluções de conteúdo para escolas particulares) crescerá 14% em relação ao ano anterior (contra 8% anteriormente), seguindo a visão mais otimista da administração, detalhada na teleconferência do 3º trimestre de 2025, para o valor anual do contrato (ACV) do segmento daqui para frente”, aponta.
Por sua vez, em relação à Kroton, o banco lembra que o segmento apresentou um ciclo de captação de inverno forte, porém já esperado, com crescimento saudável tanto na captação consolidada (+7,1% em relação ao ano anterior) quanto no volume de vendas (+11,7%), como resultado de campanhas de marketing e financiamento privado.
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“Embora reconheçamos o potencial de crescimento com a persistência do ímpeto positivo nos próximos ciclos de admissão, preferimos ser conservadores e manter nossa previsão de crescimento da receita líquida da Kroton em 4% em relação ao ano anterior, enquanto aguardamos maior visibilidade da admissão de verão de 2026 para possíveis revisões para cima”, ressaltou o banco.
O Goldman tem preço-alvo em R$ 4 e a recomendação é de compra, pois o banco segue confiante de que a ação ainda poderá se beneficiar do impulso positivo dos lucros e das tendências de desalavancagem em 2026.
Já o BTG Pactual, após os resultados, elevou o preço-alvo dos ativos de R$ 3 para R$ 4 para o fim de 2026, mas seguiu com recomendação neutra para as ações. “A consistência demonstrada nos últimos trimestres fala por si só, especialmente ao observar os números encorajadores de fluxo de caixa ao acionista. No entanto, após a forte valorização acumulada no ano, entendemos que o papel já está precificado de forma justa, o que justifica nossa recomendação”, avalia.
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De acordo com compilação feita pela LSEG com casas que cobrem COGN3, 7 possuem recomendação de manutenção, enquanto 4 têm recomendação de compra para os ativos.
