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Após a divulgação dos números de Santander (SANB11) e Itaú (ITUB4), o mercado se prepara agora para o balanço do Bradesco (BBDC4), nesta quinta-feira (5), depois do fechamento do mercado.
O Bradesco deve apresentar um trimestre mais consistente, segundo o Itaú BBA. A projeção da equipe de análise é de um lucro de cerca de R$ 6,4 bilhões, correspondente a um ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) de 15%, o que representa melhora sequencial com boa qualidade.
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A expansão da carteira de crédito, a estabilidade das margens ajustadas ao risco diante de níveis estáveis de inadimplência juntamente com o bom desempenho de serviços e seguros, devem compensar os investimentos contínuos em despesas administrativas.
Para 2026, espera-se que o guidance indique lucros entre R$ 26 bilhões e R$ 30 bilhões, com ROEs entre 15% e 17%. “Nossa projeção é mais construtiva, especialmente para seguros e margens financeiras ajustadas ao risco, motivo pelo qual estimamos lucro de R$ 29,2 bilhões”, avalia.
A XP Investimentos aponta que o Bradesco deve ser o destaque positivo da temporada dentre os Bancos Incumbentes, beneficiado por uma recuperação gradual, riscos mais controlados e manutenção do forte desempenho em seguros.
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A visão do Goldman Sachs é de uma expansão da receita líquida de juros com custo de risco sob controle, com a projeção de uma melhora modesta na receita líquida de juros (+3% t/t) juntamente com uma expansão moderada das provisões (+1% t/t), ambas abaixo do crescimento da carteira de empréstimos (+4% t/t), o que deve levar a uma leve redução no custo de risco (-10 bps para 4,5%).
“No entanto, esperamos que isso seja compensado principalmente por uma contribuição sequencial mais fraca dos seguros e maiores despesas operacionais, o que pode ser um dos principais riscos para os resultados até 2026”, avalia.
Enquanto isso, as taxas devem expandir ligeiramente (+1% t/t, +4% a/a). Consequentemente, o lucro líquido recorrente aumenta apenas 1% t/t (+16% a/a), com o ROE contraindo marginalmente para 14,6%, ante 14,7% no 3T25, mas acima dos 13,4% no 4T24.
