O que esperar dos resultados das empresas de Eike Batista?

OGX, LLX, MMX e OSX divulgarão balanços do 2º trimestre nesta quarta-feira após o fechamento do pregão; analistas esperam um "não-evento"

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SÃO PAULO – Mais uma vez, os resultados das empresas de Eike Batista devem ser um “não-evento”, ou seja, os números a serem divulgados nesta quarta-feira (14) não devem trazer grandes mudanças de expectativa por parte de investidores e analistas. No entanto, se os números operacionais não devem surpreender, podemos esperar mais detalhes sobre o horizonte destas companhias. Nesta noite, 4 empresas do empresário soltam seus balanços: OGX Petróleo (OGXP3), MMX Mineração (MMXM3), LLX Logística (LLXL3) e OSX Brasil (OSXB3).

A sorte de Eike será lançada ao mercado nesta quarta, já que os resultados da CCX Carvão (CCXC3), que será descontinuada, e da MPX Energia (MPXE3), empresa que Eike nao é mais acionista majoritário – o controle agora é da alemã E.On – foram divulgados na noite de terça-feira (13). Mas ele continua como grande acionista das outras empresas, chegando a deter 75,31% das ações da OSX. 

Ligadas umas nas outras, os resultados de LLX e OSX não são as grandes preocupações do mercado – a empresa de logística tem como uma de suas maiores clientes a construtora naval, que por sua vez praticamente vive em função da OGX. E é ela a empresa que preocupa o mercado – já que pode mostrar um prejuízo recorde, superior a R$ 1 bilhão, na avaliação do Itaú BBA. A companhia chegou até a cancelar a teleconferência pós-resultado, que originalmente estava marcada para quinta, sem dar muitas explicações sobre o motivo, o que pode ser uma forma da empresa evitar questionamentos do mercado.

O Itaú BBA acredita que o prejuízo atingirá a astronômica figura de R$ 1,31 bilhão – prejudicado por ajustes contábeis, após a declaração de não comercialidade dos poços em Tubarão Tigre, Areia e Gato. A variação cambial também deve ser prejudicial para a companhia, que tem grande dívida em dólar. Os analistas do concordam, mas não se preocupam com isso. “Acreditamos que os investidores devem focar na situação financeira da companhia e suas alternativas de financiamento”, acreditam.

Por isso, é capaz que o resultado da OGX venha com uma menção importante aos rumores que estão circulando no mercado, como uma possível injeção de capital por parte do fundo soberano de Abu Dhabi, o Mudabala, ou o exercício da opção de venda por parte do próprio Eike – ambas estimadas em US$ 1 bilhão. A companhia tem como principal esperança o desempenho do campo de Tubarão Martelo, que entrará em operação no final deste ano. 

Isso pelo fato de que a operação da companhia não está “saudável”: seu único campo produtor de petróleo, Tubarão Azul apresentou diversos problemas operacionais no 2º trimestre e no início do 3º trimestre. A companhia deverá abandonar os três poços que possui na região em 2014. “Isso se traduz em uma menor diluição de custos fixos associados com os serviços de produção de petróleo e leasing de plataformas”, diz o Itaú BBA.

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Por outro lado, a produção de gás natural virá forte, acredita o Itaú, que projeta um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 33 milhões positivos, contra uma expectativa de R$ 22 milhões negativos do JPMorgan. 

MMX
Pouco dependente da OGX, a MMX deverá ter resultados com “vida própria”, embora não sejam o foco do mercado a respeito da companhia – acredita o JPMorgan. Os resultados operacionais deverão melhorar, a despeito da piora do preço do minério de ferro, refletindo a melhoria nos envios de Corumbá.

Mas o principal fato dos resultados deverá ser alguma notícia estuda “novas oportunidades de negócio”, que incluem uma mudança no controle da companhia – possivelmente excluindo o controlador, Eike Batista. A companhia também deverá dar novas explicações sobre as negociações do porto Sudeste, suas operações e a expansão de Serra Azul. A posição de caixa da companhia também deverá chamar atenção do mercado.