O que esperar do balanço do Itaú (ITUB4)?

O Goldman Sachs projeta que, entre os bancos tradicionais, o Itaú apresentará tendências relativamente melhores

Camille Bocanegra

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Logotipo do Itaú em agência do banco em São Paulo - 
06/02/2025 (Foto: 
REUTERS/Tuane Fernandes)
Logotipo do Itaú em agência do banco em São Paulo - 06/02/2025 (Foto: REUTERS/Tuane Fernandes)

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O Itaú Unibanco (ITUB4) se prepara para divulgar hoje, após o fechamento do mercado, seu balanço referente do segundo trimestre de 2025 (2T25). Nesta temporada, os dados de bancos como Santander (SANB11) e Bradesco (BBDC4) tiveram reações opostas no mercado, com decepção para SANB11 e expectativas cumpridas para o Bradesco.

Para o Itaú, o JPMorgan projeta lucro de R$ 11,5 bilhões, com ROE (Return on Equity, ou em português, Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de cerca de 23%, e destaca a margem financeira líquida de clientes no limite superior do guidance para 2025, além de tendências saudáveis na qualidade dos ativos.

O Goldman Sachs projeta que, entre os bancos tradicionais, o Itaú apresentará tendências relativamente melhores, com lucro líquido reportado de R$ 11,3 bilhões, crescimento de 2% no trimestre e 12% no ano, resultando em um ROE de 22,9%.

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A XP espera que o Itaú apresente mais uma melhora sequencial no lucro líquido. Para a carteira de crédito, a XP antecipa um crescimento mais lento no segmento de veículos, além de um impacto negativo do câmbio nos segmentos corporativo e América Latina, efeitos que devem ser parcialmente compensados por hipotecas e cartões de crédito.

A casa projeta um crescimento anual da carteira de crédito de 11,4%, inferior aos 13,2% registrados no 1T25, com uma convergência gradual para a faixa de guidance de 2025, entre 4,5% e 8,5%.

Quanto à qualidade do crédito, a XP aponta que o Itaú deve registrar um aumento marginal nos inadimplentes acima de 90 dias, impulsionado por pessoas físicas e pequenas e médias empresas, mantendo o custo do risco em 2,6%.

A margem financeira com clientes deve se beneficiar da redução dos custos de captação e da melhora no mix de crédito, enquanto a margem financeira de mercado deve cair sequencialmente, mas ainda assim permanecer no caminho para atingir o limite superior do guidance.

Por fim, a XP não prevê que os resultados trimestrais provoquem uma reação forte no mercado.

Projeções LSEG:

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