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A temporada de resultados do terceiro trimestre de 2026 para o setor de petróleo, gás e distribuição de combustíveis deve ter como principais destaques Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), segundo projeções de Bradesco BBI e Itaú BBA.
Enquanto as distribuidoras devem continuar se beneficiando de margens resilientes e volumes mais fortes, as produtoras de petróleo tendem a apresentar desempenho operacional sólido, com aumento de produção e impacto misto dos preços do petróleo ao longo do período.
De forma geral, os analistas enxergam uma temporada positiva para petróleo, gás e distribuição de combustíveis na América Latina. As distribuidoras devem continuar se beneficiando de um ambiente competitivo saudável e margens robustas, enquanto Petrobras e PRIO tendem a liderar os destaques entre as produtoras, apoiadas por forte execução operacional e aumento de produção ao longo do trimestre.
Já empresas mais expostas à queda dos preços do petróleo ou a desafios operacionais específicos, como Brava e PetroReconcavo, devem apresentar resultados mais contidos.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras deve figurar entre os principais destaques da temporada, não só do setor de petróleo e gás. O Bradesco BBI projeta EBITDA de US$ 17,8 bilhões, queda de 6% em relação ao trimestre anterior, refletindo preços de referência do Brent mais baixos, parcialmente compensados pelo avanço de 5% da produção de petróleo na comparação trimestral, para cerca de 2,83 milhões de barris por dia. O banco estima ainda dividendos de US$ 3,8 bilhões.
Já o Itaú BBA tem uma visão ainda mais otimista. A casa projeta EBITDA de US$ 18,4 bilhões, apoiado por operações robustas, valorização do petróleo ao longo do trimestre e receitas domésticas mais fortes com combustíveis. O banco estima investimentos de US$ 4,6 bilhões no período e dividendos ordinários de US$ 3,1 bilhões, o equivalente a um dividend yield de cerca de 3%.
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PRIO (PRIO3)
Entre as petroleiras independentes, a PRIO deve apresentar um dos melhores desempenhos operacionais da temporada. O Bradesco BBI estima crescimento de 12% no EBITDA ajustado na comparação trimestral, alcançando R$ 1 bilhão, impulsionado por maiores vendas e maior exposição aos preços do petróleo negociados com referência ao Dated Brent.
O Itaú BBA também destaca a companhia, apontando aumento de 8% da produção na comparação trimestral após o início das operações do campo de Wahoo.
Apesar da melhora operacional, a instituição alerta que investimentos mais elevados relacionados ao desenvolvimento do campo e aos reparos do gasoduto de Peregrino podem pressionar a geração de caixa livre. A projeção é de EBITDA de US$ 880 milhões, alta de 4% frente ao trimestre anterior.
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PetroReconcavo (RECV3)
A PetroReconcavo deve apresentar resultados mais moderados. Segundo o Bradesco BBI, a companhia tende a registrar queda de EBITDA na comparação trimestral em razão da menor produção.
O Itaú BBA destaca que a produção recuou 1% frente ao trimestre anterior, impactada por paradas programadas e não programadas, além de interrupções em poços de maior vazão. Ainda assim, a casa projeta EBITDA de R$ 402 milhões, avanço de 30% na comparação trimestral.
Brava Energia (BRAV3)
Para a Brava Energia, o Bradesco BBI espera um trimestre mais desafiador, com EBITDA inferior ao do segundo trimestre. A expectativa reflete preços mais baixos do petróleo e menor volume de vendas da companhia ao longo do período.
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Vibra (VBBR3)
No segmento de distribuição de combustíveis, a Vibra segue entre os destaques positivos. O Bradesco BBI projeta margem EBITDA de R$ 369 por metro cúbico vendido, sustentada por crescimento de volumes na comparação anual e margens ainda elevadas.
O Itaú BBA, por sua vez, prevê margem ainda mais robusta, de R$ 440 por metro cúbico. Segundo a instituição, a manutenção de um ambiente competitivo mais favorável e a participação das distribuidoras nas importações de combustíveis ajudaram a preservar a rentabilidade do setor.
Ultrapar (UGPA3)
Controladora da rede Ipiranga, a Ultrapar deve reportar um dos melhores resultados do setor, na avaliação do Itaú BBA. A instituição projeta margem EBITDA de R$ 440 por metro cúbico e destaca a liberação de capital de giro após o aumento expressivo dos estoques observado no primeiro trimestre do ano.
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O Bradesco BBI estima margem EBITDA de R$ 359 por metro cúbico para a Ipiranga, também apontando um cenário operacional favorável para a companhia.
OceanPact (OPCT3)
A OceanPact deve apresentar aceleração relevante dos resultados. O Bradesco BBI projeta EBITDA de R$ 450 milhões, impulsionado pela consolidação da nova companhia e pelo aumento da taxa de utilização da frota de embarcações.
O Itaú BBA estima EBITDA consolidado de R$ 231 milhões, com crescimento de 42% em relação ao trimestre anterior e de 66% na comparação anual, refletindo o início de novos contratos e a redução do volume de paradas para manutenção das embarcações.
Compass (PASS3)
A Compass, controlada pela Ultrapar, também deve apresentar evolução dos resultados. O Itaú BBA projeta EBITDA consolidado de R$ 1,4 bilhão, avanço de 18% na comparação trimestral e de 11% na anual.
Segundo o banco, o desempenho deve ser sustentado por uma combinação mais favorável de clientes na Comgás, reconhecimento de remuneração de ativos financeiros na Sulgás e expansão de volumes comercializados pela Edge, braço de comercialização de gás da companhia.
