O que esperar das empresas de energia e saneamento em 2008? Elas respondem

Conferência de empresas do setor com o Citi traz à tona possíveis aquisições, dividendos e planos de crescimento para o ano

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SÃO PAULO – No final de março, os analistas do Citigroup realizaram um conferência em que onze companhias latino-americanas do setor de energia e saneamento participaram, sendo sete brasileiras de capital aberto.

No evento, os gestores de cada empresa traçaram suas perspectivas para o decorrer do ano e pontos de foco de atuação, englobando tópicos como a política de dividendos, as projeções de crescimento, os projetos em pauta e possibilidade de fusões e aquisições.

Dividendos em evidência

Em relação à Energias do Brasil, foi enfatizado que a administração da empresa reiterou seu foco em recuperar o valor de seus papéis, além de reforçar seu comprometimento com a nova política de dividendos, que prevê a distribuição de no mínimo 50% de seus ganhos.

O comprometimento com uma política agressiva de dividendos também foi ponto chave na participação da Equatorial Energia, que ainda destacou seus esforços na tentativa de reduzir suas perdas de geração e estratégia de crescimento via aquisição de pequenas companhias de geração.

A questão dos dividendos também foi ressaltada pela Light, que reforçou sua perspectiva de distribuir aos acionistas ao menos 50% de seus ganhos, bem como otimizar sua estrutura de capital.

Cemig e Tractebel na busca por aquisições

Já na participação da Cemig, o ponto de maior destaque ficou por conta da possibilidade de crescimento através de aquisições, mostrando interesse no complexo de Jirau, na Brasiliana e na Cesp. A visão dos gestores relaciona a Cemig como potencial líder em um potencial processo de consolidação do mercado brasileiro de distribuição entre 2009 e 2010.

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Também focando a ampliação de sua capacidade produtiva via aquisições, a Tractebel deu maior destaque para os desdobramentos do processo de privatização da Cesp. Segundo a empresa, a “saída” do leilão deveu-se ao aumento dos riscos regulatórios, que não era refletido no preço mínimo estipulado em sua visão.

Ainda assim, a Tractebel reiterou que continua interessada na Cesp, e mostrou disposição em entrar na disputa por Brasiliana e Jirau, também mencionadas pela Cemig.

Sabesp e Copel: crescimento orgânico

Se Cemig e Tractebel focaram suas apresentações na possibilidade de aquisições, os gestores tanto da Sabesp como da Copel preferiram evidenciar as perspectivas de crescimento orgânico.

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As atenções da Copel devem se voltar para a construção da usina de Mauá, fator que tende a responder por grande parte do plano de crescimento da capacidade de produção da empresa para 2008. As projeções colocam a entrada em operação do complexo de Mauá para o final de 2010.

Em relação à Sabesp, grande parte dos esforços devem se voltar para a renovação dos contratos de concessão ainda pendentes com aproximadamente 89 municípios.

Desempenho das ações

Abaixo, segue a relação dos ativos mencionados, bem como seus respectivos preços com base na cotação do fechamento do pregão da quinta-feira (3) e desempenho acumulado em 2008. A análise de risco ao investimento é dos analistas do Citigroup.

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Empresa Código Atual Cotação Desempenho em 2008 Risco*
Energias do Brasil ENBR3 R$ 28,38 +2,78% médio
Equatorial Energia EQTL11 R$ 17,75 -4,21% médio
Cemig CMIG4 R$ 34,20 +5,23% médio
Light LIGT3 R$ 23,50 -14,52% médio
Sabesp SBSP3 R$ 39,61 -3,36% alto
Tractebel TBLE3 R$ 23,25 +9,15% médio
Copel CPLE6 R$ 31,55 +17,72% médio

* Risco ao investimento, na avaliação do Citigroup