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SÃO PAULO – Os desafios para 2012 são inúmeros. Porém, o desempenho econômico não deve ser pior do que neste ano, comenta o analista Thibault Mercier, do BNP Paribas. Para ele, o próximo ano deve ser pautado principalmente pelas mudanças políticas, com destaque para as eleições norte-americanas em novembro.
“O pior já foi evitado”, diz o analista. O euro continua estável e o governo norte-americano não foi paralisado pelo elevado endividamento. Contudo, o Congresso dos EUA ainda não encontrou uma maneira para reverter o aperto fiscal que irá comprometer a economia doméstica de 2012.
Emergentes no comando
As perspectivas para o crescimento da Zona do Euro ainda são sombrias para 2012. “A resposta dos líderes europeus foi muito tardia e limitada. O BCE (Banco Central Europeu) advertiu, mas não foi ouvido, e os efeitos de contágio começaram a aparecer em outros mercados financeiros”, adverte o analista. Os líderes europeus concordaram em implementar um plano mais ofensivo “que inevitavelmente conterá a crise atual, mas ainda não coloca fim aos problemas econômicos da região”, conclui.
Nos Estados Unidos, o BNP Paribas projeta que o Federal Reserve lance o Quatitative Easing 3, enquanto o Congresso tentará estender uma alíquota menor sobre a folha de pagamento. Já os emergentes devem comandar o desempenho da economia mundial, especialmente Brasil e China.