Estudo do Citi

O mercado de ações tem a ver com a qualidade de vida? Estudo aponta que sim

Os países com mercados de ações maiores tendem a ter um melhor padrão de vida, afirma estudo de estrategista do Citigroup

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SÃO PAULO – O que o tamanho do mercado acionário pode informá-lo sobre a economia de um país e o seu padrão de vida? Essa foi a pergunta feita pelo estrategista do Citigroup, Andrew Howell, em relatório sobre a riqueza pública dos países e destacado pelo Business Insider

“Os governos devem estimular o crescimento dos mercados de capitais, porque eles tendem a ser associados com o desenvolvimento econômico”, escreveu Howell. “Querendo ou não eles realmente causam o desenvolvimento econômico – ou se a causalidade funciona ao contrário é assunto de algum debate, o que é inegável. No entanto, os países com mercados de ações maiores tendem a ter um melhor padrão de vida.”

E, para isso, o estrategista fez um comparação entre os 53 países com as maiores economias, com uma associação entre o PIB (Produto Interno Bruto) per capita e a relação entre o mercado de capitais e o PIB. 

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A Suíça, numa ponta, é o país mais rico do mundo e tem também um dos maiores mercados financeiros, equivalente a 160% do PIB. Países pobres, caso Bangladesh e Nigéria, possuem mercados de ações que não chegam a 10% de seus PIBs. Enquanto isso, o Brasil beira os 20%. 

Howell também destacou relações atípicas, caso da África do Sul, cujo mercado de capitais é consideravelmente maior (80% do PIB) do que o seu nível de renda parece justificar. No Catar e na Noruega, acontece o inverso, com pouco desenvolvimento do mercado acionário para países de renda alta. 

No caso da África do Sul, isto ocorre pois os recursos naturais do país foram privatizados e grande parte listados na bolsa de valores local. Com relação ao Catar e à Noruega, os dois países tem um mercado de capital equivalente a cerca de 20% do PIB, pois o setor de energia nos dois países permanece sob o controle do Estado e, portanto, com ativos fora do mercado.

Outros valores atípicos incluem a Irlanda e a Áustria, cujos mercados de equivalência patrimonial foram ambos abatidos pela crise financeira de 2008, o que levou à renacionalização de alguns bancos. 

Confira o gráfico:

Citigraphic

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