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SÃO PAULO – Há quem discuta sobre as inovações do novo iPhone 5, mas o seu efeito no mercado já se mostra arrebatador. Quando o smartphone estava prestes a ser lançado, economistas já incitavam o grande impacto que causaria no PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no ano, mas o tsunami Apple deve ajudar também a alavancar a economia adormecida da China.
Segundo o Barclays, somente as exportações da companhia mais valiosa do mundo – que ultrapassou o valor do Facebool, Microsoft, Google e Amazon juntas – podem colocar novamente a engrenagem do motor asiático em movimento no quarto trimestre. “Nós estimamos que um terço do crescimento das exportações da China no quarto trimestre serão relacionadas com os pedidos da Apple”, disse o analista Jon Windham, em relatório divulgado nessa segunda-feira.
A China, contudo, exporta muito mais do que materiais para Apple e, em uma base global, os produtos da companhia serão responsáveis por apenas 4% do total das exportações do país no último trimestre do ano, pondera o analista. Mas, ainda assim, parece que o país está se voltando para a companhia para justamente impulsionar seu crescimento, enquanto os exportadores chineses estão enfrentando dificuldades com a queda na demanda externa.
“Projetado pela Apple na Califórnia. Montado na China”, destaca uma etiqueta na parte de trás do aparelho. O iPhone 5, juntamente com o iPad, iPod e o Mac, são fabricados no país asiático; e a forte demanda pelo smartphone pode já pode explicar parte dessa avaliação do Barclays. Em apenas 24 horas, a empresa registrou mais de 2 milhões de pré-encomendas do iPhone 5 nesta segunda, uma demanda mais de duas vezes maior do que o recorde do iPhone 4S, o que levou as ações a atingirem novamente o valor máximo de mercado – superando pela primeira vez os US$ 700.
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