O “mapa” da Bolsa: como o Fed tem mexido com Wall Street

Gráfico mostra o efeito dos discursos do Federal Reserve, banco central americano, no S&P 500 desde o final do ano passado

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SÃO PAULO – O grande balizador das Bolsas nos últimos meses tem sido o Federal Reserve. A cada fala dos membros do banco central americano sobre uma possível subida de juros nos próximos meses faz o mercado andar rápido. Isso porque, com a mudança na política monetária por lá, haveria uma migração de recursos, principalmente, nos países emergentes. Com isso, os desdobramentos econômicos pouco têm surtido efeito nos mercados, quando o peso central têm sido os discursos dos bancos centrais mundiais. 

“No final das contas, o que fará diferença é a promessa de que a emissão de dinheiro e se farra de liquidez irão continuar, pelo menos mais um pouquinho”, comentou a casa de research Empiricus. 

Ou seja, para os próximos dias, o alerta já foi dado, com discursos todos os dias de presidentes regionais, assim como de Janet Yellen, presidente central do Fed: hoje é dia de Stanley Fisher, vice-presidente do Fed, discursar; na terça-feira (24), James Bullard, de Chicago; na quarta-feira (25), Charles Evens, de Saint Louis; na quinta-feira (26), James Bullard, novamente, e Dennis Lockhart, de Atlanta; e na sexta-feira (27), Stanley Fisher e Janet Yellen.   

Bolsa vs discursos do Fed 

Para ter uma dimensão do real impacto dos discursos do Fed na Bolsa, o site americano Zero Hedge elaborou um gráfico que mostra bem esse efeito com o S&P 500, um dos principais índices das Bolsas dos Estados Unidos.

O gráfico começa com um discurso de James Bullard, presidente regional de Saint Louis do Fed, em 16 de outubro do ano passado, quando sugeriu que o programa de compras de títulos fosse estendido para além de outubro (o Fed encerrou o QE3 em 29 de outubro). A contar um mês daquele dia, o índice disparou 11,28%.

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O próximo trigger foi um discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, em 17 de dezembro de 2014. Naquela ocasião, o Fed adicionou a palavra “paciente” no seu discurso sobre uma alta de juros, em meio a piores perspectivas para a inflação. A fala de Yellen levou a uma alta de 6% do S&P 500 em cerca de 15 dias. O termo foi retirado do discurso da autoridade monetária após o término da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) na quarta-feira passada, 18.

Os outros três pontos destacados no gráfico são: um discurso de Charles Evans, presidente regional do Fed de Chicago; os planos do BCE (Banco Central Europeu) para lançar o pacote de estímulos à economia; e mais um discurso de Yellen, quando o Fed ainda mantinha a palavra “paciente” em seu discurso sobre elevação de juros. 

Confira abaixo o gráfico:

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