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SÃO PAULO – As ações do setor de energia elétrica vêm sendo penalizadas nas últimas semanas pela expectativa de que o Governo faça o seu pronunciamento a respeito do processo de renovação das concessões de energia elétrica, com prazo de vencimento entre 2015 e 2017. O “dia D” para o setor de energia chegou e é esperado o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff para às 11h00 (horário de Brasília) desta terça-feira (11).
Após anunciar o corte do preço da energia elétrica na semana passada, o mercado espera agora que a presidente anuncie as regras para o processo de renovação das concessões e o detalhamento sobre os encargos a serem aplicados na conta de energia.
O mercado vem demostrando confiança de que as renovações serão realizadas, contudo, o maior temor é de qual será o impacto dessa decisão nos resultados das companhias nos próximos anos e, consequentemente, na distribuição de dividendos.
Na véspera, a tendência de queda observada nas últimas duas semanas permaneceram entre as companhias do setor elétrico, levando o IEE (Índice de Energia Elétrica) a encerrar em queda de 1,74%. O movimento do índice – que mede o desempenho do setor de energia elétrica – encerrou no sentido oposto ao do Ibovespa, que terminou em leve alta de 0,11% na última segunda-feira.
As ações do setor elétrico ocuparam quatro das seis maiores quedas pelo principal benchmark brasileiro, a Cesp (CESP6) despencando 5,95%, aos R$ 29,90. Além da Cesp, os papéis da Transmissão Paulista (TRPL4) também chamaram atenção, com queda de 4,10%, terminando a R$ 42,72. Cemig (CMIG4) viu suas ações recuarem 2,45%, aos R$ 35,09, enquanto Copel (CPLE6) registrou queda 2,15%, fechando aos R$ 35,08.
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Para o estrategista da Futura Investimentos, Luiz Gustavo Pereira, a questão da Aneel (Agência nacional de Energia Elétrica) aumentar o cerco sobre o setor pressiona as ações. Pereira destaca que mesmo que a questão da possível redução de margens já sendo precificadas pelo mercado nas últimas semanas, o movimento baixista dos ativos não parece ter finalizado, considerada a reação do mercado ao recente anúncio de redução do preço da energia elétrica.
“A última medida anunciada pela presidente Dilma Rousseff de redução do preço da energia elétrica é mais um elemento que pressiona os resultados das empresas do setor. Exemplo disso são as ações da Eletropaulo, que mesmo já tendo caído forte nas últimas sessões, mantém as fortes quedas nesta sessão”, afirma o estrategista.