Nvidia tem receita de US$ 96,2 bilhões no 2º trimestre; projeções decepcionam

Mesmo com receita acima do esperado, a companhia apresentou uma projeção de vendas que decepcionou parte dos investidores

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A Nvidia divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 nesta quarta-feira (26), com receita de US$ 96,2 bilhões. O lucro por ação ficou em US$ 2,20. De acordo com estimativas compiladas da LSEG, as projeções eram de receita de US$ 92,17 bilhões, com lucro por ação de US$ 2,10.

Assim que os resultados foram divulgados, os papéis da companhia caiam nas negociações após fechamento (“after hours”) cerca de 2%, após encerrar a sessão com queda de 1,59%. Nos minutos seguintes, no entanto, a companhia passou a operar no positivo.

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A Nvidia informou esperar receita de US$ 108 bilhões no trimestre atual, com variação para mais ou para menos de 2%. Analistas consultados projetavam uma orientação de receita de US$ 104,2 bilhões.

A companhia também afirmou que sua previsão não inclui nenhuma receita de vendas de data centers para a China.

Estimativas decepcionam

A companhia apresentou uma projeção de vendas que decepcionou parte dos investidores, ampliando as preocupações sobre o ritmo dos gastos com inteligência artificial.

A empresa informou nesta quarta-feira que a receita do período atual deverá atingir US$ 108 bilhões, com variação de 2% para mais ou para menos. Embora a média das estimativas dos analistas apontasse para US$ 105,2 bilhões, algumas projeções superavam US$ 110 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg. A margem bruta, indicador que mostra a parcela da receita que permanece após os custos de produção, deve ficar em torno de 74%.

A reação morna dos investidores evidencia o crescente ceticismo em torno do boom da inteligência artificial. Depois de anos de forte expansão, parte do mercado passou a demonstrar preocupação com a possibilidade de uma bolha no setor. Além disso, os diversos acordos de investimento firmados pela Nvidia com empresas ligadas ao ecossistema de IA alimentaram temores de que negociações circulares possam tornar a indústria mais vulnerável.

A Nvidia, atualmente a empresa mais valiosa do mundo em valor de mercado, é a principal fornecedora de aceleradores para inteligência artificial, componentes essenciais para o treinamento e a operação de modelos de IA. Esse protagonismo transformou a divulgação de seus resultados trimestrais em um importante termômetro sobre a saúde e a direção da indústria de inteligência artificial como um todo.

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(com CNBC e Bloomberg)

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Camille Bocanegra
Mercados | Investimentos | Mundo

Camille é jornalista do InfoMoney e atua como repórter de mercados e do Ibovespa Ao Vivo, cobrindo ações brasileiras e internacionais, além de acompanhar o mercado de câmbio. Antes disso, trabalhou na divisão editorial do Research da XP e possui graduação em Direito.