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SÃO PAULO – Os números divergem, mas mesmo assim, sinalizam a forte demissão que está ocorrendo nos corredores das empresas e da holding do grupo EBX. De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo desta manhã, a OGX Petróleo (OGXP3), que está perto de pedir recuperação judicial, demitiu na última segunda-feira cerca de 60 funcionários, ou um quinto do seu quadro de 300 colaboradores.
A publicação destacou que a companhia só tem caixa para pagar seus compromissos até o final do mês, atrasa pagamento aos fornecedores e não pagou os US$ 45 milhões de juros que deve aos detentores de bônus de sua dívida no exterior.
Além disso, aponta a publicação, a demissão dos funcionários foi necessária para adequar a OGX ao seu novo tamanho após a companhia desistir da exploração de vários campos de petróleo. Vale ressaltar que, na véspera, a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), negou pedido da companhia para manter três campos de petróleo sem investimento.
Viva do lucro de grandes empresas
Enquanto a Folha fala na demissão de 20% do quadro de funcionários da petroleira, a coluna Radar da Veja, de Lauro Jardim, aponta para um número ainda maior. De acordo com ele, foram demitidos 150 funcionários e ficou decidido que a companhia sairá do edifício Serrador, assim como todo o grupo EBX, mas não voltará para a sede antiga do grupo, na praia do Flamengo. Segundo Jardim, a empresa alugará salas num prédio no centro do Rio de Janeiro.
Vale destacar que, na véspera, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que são apenas 65 pessoas trabalhando no grupo EBX atualmente; nos tempos áureos, eram cerca de 400 pessoas. E a diminuição prosseguirá, de acordo com o jornal: a OSX Brasil (OSXB3) planeja demitir parte dos 800 empregados, mas tem adiado os cortes por falta de caixa para pagar as indenizações.