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SÃO PAULO – O indicador de risco-País fechou em alta de 2 pontos-base nessa quarta-feira (3), alcançando 162 pontos, refletindo principalmente a agenda econômica norte-americana, que ressaltou a fragilidade da maior economia mundial.
Por aqui, a autoridade monetária divulgou o fluxo cambial de julho, que registrou saldo positivo de US$ 15,825 bilhões, o resultado é 15 vezes maior ao valor obtido em julho de 2010, quando marcou US$ 712 milhões.
Agenda norte-americana
A agenda norte-americana mostrou fragilidade da economia daquele país, com o Factory Orders, índice que mede o volume de pedidos feitos à industria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis, mostrando recuo de 0,8% durante o mês de junho.
Por sua vez o ISM Services (Institute for Supply Management), responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial, ficou em 52,7 pontos na passagem de junho para julho, resultado pior do que as projeções de analistas.
A exceção foi o número de postos de trabalho no setor privado dos EUA, sinalizando a abertura de 114 mil vagas no setor privado do país no mês, resultado superior às expectativas do mercado, que previam criação de 100 mil vagas.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,15% na noite desta quarta-feira, cotado a 137,55 centavos de dólar. Entre outros bônus globais, o destaque ficou com o Global 15, que mostra alta de 0,22%.
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Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 162 pontos base.
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
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Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.