Número de postos de trabalho recuou 0,5% em março, segundo IBGE

Folha de pagamento da indústria já caiu 5,8% neste ano, enquanto número de horas pagas apresentou queda de 0,1%

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SÃO PAULO – Segundo a Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (PIMES) do IBGE, divulgada nessa terça-feira, o número de demissões no setor industrial continua superando o de admissões, levando uma redução de 0,5% nos postos de trabalho em março, após ter registrado uma queda de 0,3% em fevereiro.
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de postos apresenta estabilidade, enquanto no acumulado do ano, o aumento foi de 0,5%. Nos últimos doze meses o resultado está negativo em 0,3%.
Número de trabalhadores caiu 0,7% no Sudeste

Em relação a março do ano passado, o número de trabalhadores subiu em cinco regiões. A região Sul e o Paraná apresentaram aumento de 2,2% e 4,9%, respectivamente, enquanto as regiões Nordeste e Sudeste registraram recuo de 3,4% e 0,7%, respectivamente.
No tocante aos setores industriais, o contingente de trabalhadores se expandiu em dez dos dezoito ramos pesquisados, com destaque “máquinas e equipamentos – exceto eletro-eletrônicos e de comunicações” (6,0%) e “outros produtos da indústria de transformação” (-9,8%).
Na análise trimestral, a queda do valor da folha de pagamento está acelerando, visto que no último trimestre do ano passado a queda foi de 2,9%, e no primeiro trimestre desse ano a retração foi de 5,8%. Treze, dos quatorze locais pesquisados, apresentaram recuo nesse quesito.
Valor da folha de pagamento retraiu 1,7% em março

Após dois meses consecutivos em expansão, o valor da folha de pagamento do setor industrial volta a cair, apresentando uma queda real de 1,7% entre fevereiro e março. Em relação a março de 2002 a perda é de 6,3%, no acumulado do ano a retração é de 5,8% e nos últimos doze meses a queda é de 3,1%.
O valor médio da folha de pagamento também apresentou retração de 6,3% em relação a março do ano passado, de 6,3% no acumulado do ano e de 2,8% nos últimos doze meses.
Na comparação com março de 2002, todos os locais e dezesseis dos dezoito setores pesquisados reduziram a folha de pagamento, enquanto que regionalmente as maiores quedas ocorreram nas indústrias da região Sudeste (-6,5%) e de São Paulo (-6,0%). No análise setorial, apenas as indústrias produtoras de alimentos e bebidas e as de borracha e plástico exibiram ganhos reais na folha de pagamento.

Número de horas pagas volta a recuar em março

O número de horas pagas voltou a recuar em março frente ao mês anterior, retraindo 1,6%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a retração foi de 1,1% ,e o indicador trimestral revelou ligeira queda de 0,1%. O indicador dos últimos doze meses, mesmo negativo em 0,6%, aponta para uma recuperação.
Finalmente, o indicador de março aponta redução de 1,1% na jornada de trabalho. Nove dos quatorze locais pesquisados exibiram redução, com destaque para São Paulo (-1,7%) e Minas Gerais (-2,6%). Os setores que mais recuaram foram o de máquinas e aparelhos elétricos e eletrônicos e de comunicações (-11,9%), alimentos e bebidas (-6,4%) e vestuário (-17,0%).

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