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SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta-feira a Pesquisa Mensal do Emprego, referente ao mês de janeiro, e que avalia importantes indicadores como a taxa de ocupação e desocupação, PEA, PIA e rendimento médio nas principais capitais brasileiras.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto, o aumento de 1,7% em janeiro verificado na PEA (População Economicamente Ativa) refletiu-se tanto sobre o número de pessoas ocupadas quanto sobre o de desocupadas, ampliando, dessa maneira, o contingente de ambos os grupos. Entretanto, o maior crescimento verificou-se dentre os desocupados, de forma que a taxa de desocupação em janeiro foi de 11,2%, contra os 10,50% registrados em dezembro.
Setor informal impulsiona crescimento de ocupados
O número de pessoas ocupadas registrou um considerável aumento de 0,9% em janeiro, sendo impulsionado pelo forte crescimento do índice em Recife (2,7%) e também em Belo Horizonte(0,7%). É interessante salientar que o número registrou um crescimento relativamente maior dentre os homens, alcançando uma elevação de 1,2%. O número de mulheres ocupadas, por sua vez, registrou um crescimento de apenas 0,7%.
Entretanto, o crescimento da ocupação em janeiro com relação ao mês anterior deve ser visto com muito cuidado, uma vez que o mesmo foi impulsionado pelo aumento dos empregos sem carteira assinada, que registraram elevação de 3,8%. Já o emprego com carteira assinada registrou queda de 1,7% no mês, enquanto o emprego por conta própria declinou em 0,4%.
Número de desocupados é maior dentre as mulheres
Os números reportados pelo IBGE nesta quarta-feira mostram que o número de pessoas desocupadas sofreu um forte crescimento de 8,2% em janeiro, tendo como base dezembro de 2002. Duas capitais do Sudeste lideraram as elevações, sendo elas Belo Horizonte, com alta de 20,1% no número de desocupados, e São Paulo, com desocupados crescendo a 13,4% em janeiro.
Deve-se sublinhar, entretanto, que o crescimento do número de pessoas desocupadas foi bem maior dentre as mulheres, de forma que o índice sofreu um crescimento de 10,4%, enquanto dentre os homens o crescimento foi de 5,9%.