Número de empresas abertas recuou 5,4% em 2003, diz Jucesp

No primeiro quadrimestre do ano foram abertas 37.867 empresas, contra 40.035 registradas no mesmo período em 2002

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SÃO PAULO – A entrada em vigor do novo Código Civil em 11 de janeiro provocou uma série de mudanças no que se refere à abertura de empresas, o que acabou inibindo a criação de novos negócios pela alta burocracia envolvida no texto do novo código nesse sentido.

Jucesp apontou recuo de 33% em janeiro

Prova disso são os dados divulgados pela Junta Comercial do Estado (Jucesp), que apontou para uma redução no número de empresas abertas em São Paulo entre janeiro e abril deste ano.

De acordo com a Jucesp, no primeiro quadrimestre do ano, foram abertas 37.867 empresas, contra 40.035 registradas no mesmo período em 2002, o que corresponde a uma queda de 5,4% no período. O principal impacto aconteceu no mês de janeiro (5.939 registros), quando o número de empresas abertas caiu drasticamente em 33% sobre igual período no ano passado (8.887 registros).

Informalidade pode estar aumentando

Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo, ainda é cedo para se constatar uma tendência de retração a partir dos dados da Jucesp, entretanto, convém ficar alerta sobre esses números.

Isto porque o aumento do desemprego deveria refletir no incremento dos pequenos negócios, já que a tendência é que o trabalhador procure a abertura do negócio próprio para garantir sua sobrevivência.

Solimeo acredita que se isto não está acontecendo, então há o risco do aumento dos negócios informais, o que certamente preocupa o setor, mas por outro lado alerta para a necessidade de mudanças, sobretudo no que se refere aos juros altos, burocracia e carga tributária pesada.

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Já a avaliação do presidente da Jucesp, Armando Rovai, é diferente. Ele acredita que a redução do volume de abertura de empresas se deve às incertezas das pessoas com a entrada do novo Código Civil que trouxe diversas mudanças para o setor. Por fim, ele ressaltou que, para facilitar tanto a abertura como encerramento de empresas, estão sendo estudados mecanismos que deverão auxiliar o empresário paulista.