Num dia tranqüilo no mercado, dólar fechou a R$ 2,991, baixa de 0,57%

Investidores aguardam novos fatos políticos e reunião do Copom; rumores de elevação do rating do Brasil ditaram a queda

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SÃO PAULO – O dólar fechou em baixa na última sessão da semana, ficando abaixo do patamar de R$ 3,00. Houve poucas notícias de impacto nesta sessão, sendo que os investidores aproveitaram para continuar analisando o cenário político, além de aguardarem a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima semana.

Rumores de elevação do rating do Brasil

O principal fator responsável pela queda na cotação da divisa nesta sessão foi os rumores de que agências de risco internacionais devem elevar o rating para bônus brasileiros, em função do melhor cenário político com a condução das reformas pelo governo, apesar das concessões feitas pelo governo.

Caso se confirmem esses boatos, é possível que ocorra um aumento no ingresso de recursos em dólares para o Brasil decorrente da ampliação de captações privadas no exterior, o que possivelmente aumentaria a liquidez em dólar no mercado cambial e pressionaria a cotação do dólar.

Apostas são de corte na Selic

No âmbito econômico, o mercado aposta na continuidade do afrouxamento da política monetária, via um corte na taxa Selic de cerca de 1,5 ponto percentual na reunião do Copom na próxima semana.

Tais projeções são fundamentadas na melhora nas expectativas inflacionárias e no baixo ritmo do crescimento econômico do país no primeiro semestre, agravado ainda no segundo trimestre deste ano, diante da severa política monetária de juros altos.

Investidores acompanham condução das reformas

O cenário político pouco impactou o mercado cambial nesta sessão, exceto pela maior tranqüilidade dos investidores frente ao bom desempenho do governo nas tramitações das reformas estruturais. Através de algumas concessões, o planalto vem conseguindo sucesso nas votações, como ocorreu com a reforma Previdenciária.

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Um fato relevante para o mercado será o parecer definitivo sobre a reforma Tributária do deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), relator do projeto, na próxima segunda-feira, para que possa ser iniciada a votação do mesmo no plenário da Casa. A repartição da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) entre a União com os Estados e Municípios deverá ser a principal questão.

Dólar fechou em queda de 0,57%

Nesse sentido, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,9900 na compra e R$ 2,9910
na venda, baixa de 0,57% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$ 3,0090, representando um ágio de 0,64%
em relação ao dólar comercial.

Apesar desta queda, o
dólar subiu 0,13% nesta semana, e acumula valorização de 0,71% em agosto, frente
à alta de 4,39% registrada no mês passado.

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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 15,72%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 3.020,
baixa de 0,63% em relação ao fechamento
de R$ 3.039
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em baixa de 0,52%,
atingindo R$ 3.068 frente
a R$ 3.084 do fechamento de quinta-feira.

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Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,48% para outubro de 2003, frente aos 1,72% do fechamento de quinta-feira. Já o contrato de maior liquidez, referente a janeiro de 2004, encerrou a 2,93% em comparação aos 3,04% apurados na sessão anterior.