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A partir do próximo dia 18 de janeiro serão iniciadas as negociações com contratos futuros de energia na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). A iniciativa visa atender principalmente às geradoras, distribuidoras de energia elétrica, comercializadores, assim como grandes e médios consumidores, que a partir de agora poderão negociar energia como uma commodity. O contrato padrão será de 360Mwh/mês.
Mecanismo de hedge para as geradoras
Assim como os demais contratos futuros de commodities, na opinião do economista-sênior da BM&F, Antonio José Telles Bueno, o contrato futuro de energia constituirá mecanismo de hedge, ou proteção para os geradores de energia, já que garante um preço de venda para a energia no futuro, podendo desta forma neutralizar os riscos inerentes ao setor, como o ciclo de chuvas, previsões meteorológicas, por exemplo.
De forma geral, estes contratos futuros servem como uma espécie de proteção aos investidores, tanto para o comprador quanto para o vendedor, já que haverá a fixação de um preço de comum acordo entre as partes para a transação de energia. Isso pode fazer com que as partes envolvidas possam planejar-se melhor tendo como base um preço de negociação futuro, evitando assim os riscos de flutuação destes preços em função de fatores naturais, como os meteorológicos.
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Contratos ajudam a prevenir novas crises
Como os contratos futuros sinalizam uma tendência de preço para o mercado, quando a tendência é de alta, isto deve atrair investidores para o setor, que investirão em hidrelétricas e termoelétricas. Por sua vez, os grandes consumidores, como as indústrias, ao perceberem a alta do preço da energia devem planejar melhor seus gastos, além de tentarem identificar alternativas para racionalizar o consumo.
Ao incentivarem a queda no consumo quando o preço está alto e o aumento dos investimentos no setor, que eventualmente levariam a um aumento da oferta, quando os preços caem, os contratos futuros ajudam a evitar que ocorram situações de grande escassez ou oferta de energia. Neste sentido, na opinião de alguns especialistas do setor se estes contratos já existissem a crise energética que afetou não só a vida dos consumidores, como o desempenho da economia, poderia ter sido ao menos minimizada.