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SÃO PAULO – De acordo com a sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) feita com 1.297 empresas de 17 setores, o aumento da alíquota da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) de 3% para 7,6% e sua passagem para o sistema não-cumulativo, realizados em outubro do ano passado, provocaram aumento da carga tributária na maioria das empresas.
Mais da metade dos empresários confirmaram aumento
Na pesquisa, realizada entre 30 de junho a 20 de julho, 52% dos empresários entrevistados assinalaram aumento do valor recolhido da Cofins após a mudança da metodologia, ante a 19% que afirmaram o contrário e 29% que não verificaram mudança no valor recolhido.
A elevação foi maior para as grandes empresas. De acordo com a pesquisa, 69% dos empresários de grande porte afirmaram que o valor da contribuição aumentou. Desses, 30% disseram que aumentou muito. Entre os pequenos e médios, 59% consideraram que o valor aumentou e 32% disseram que o valor aumentou muito.
O resultado já era esperado, considerando que entre as pequenas e médias empresas pesquisas 17% são optantes do Simples e 21% operam no regime do lucro presumido e, portanto, escaparam das alterações.
Quais foram os setores mais atingidos?
Os setores mais atingidos foram os de mecânica, bebidas, material de transporte, têxtil e química. Nas áreas de mecânica e de bebidas, 68% dos empresários disseram que a carga tributária aumentou com a nova Cofins.
Em material de transporte e têxtil, 62% dos entrevistados tiveram a mesma avaliação no setor de química, 60%. Já entre os setores cujos empresários registraram pouco aumento no montante recolhido de impostos estão imobiliário (25%), couros e peles (30%), madeira (32%) e borracha (38%).
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Recolhimento ficou mais complicado para 69% dos empresários
A pesquisa mostrou ainda que 69% dos empresários acreditam que os procedimentos de recolhimento ficaram muito mais complicados e 77% dos empresários não perceberam melhora com o novo sistema, que retirou a cumulatividade da contribuição.
Outro dado revelado pela Sondagem da CNI é que a maioria dos entrevistados, 52%, considera que a cobrança de PIS e Cofins sobre os produtos importados é equivocada. Na avaliação dos empresários, a incidência dessas contribuições sobre os produtos estrangeiros aumentou o custo das matérias-primas e dos investimentos.