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SÃO PAULO – Após a consolidação da fusão entre Braskem e Quattor, através de reorganização societária envolvendo as empresas, a Odebrecht e a Petrobras, e que resultou na oitava maior petroquímica do mundo, analistas comentaram nesta terça-feira (26) a operação.
Do ponto de vista operacional, o analista Conrado Vegner, do BofA Merrill Lynch, acredita que a transação foi positiva. “Entretanto, a Braskem deve ficar ainda mais alavancada”, pondera.
O tamanho da nova empresa melhore sua posição de mercado no Brasil, melhorando a eficiência. Por outro lado, o analista acredita que os níveis de endividamento estarão muito altos, com dívida/Ebitda estimada em 3 vezes, mesmo considerando o aumento de R$ 4,5 bilhões de capital, acima dos pareces internacionais.
Assim, o analista manteve recomendação abaixo da média do mercado para as ações da empresa.
Petrobras
Para Paula Kovarsky, da Itaú Corretora, o mercado deve reagir negativamente ao anúncio nesta sessão, e o preço-alvo da Braskem foi reduzido de R$ 15,40 para R$ 14,20, refletindo destruição de valor de R$ 0,90/ação e assumindo aumento de capital de R$ 3,5 bilhões – garantidos por Petrobras e Odebrecht na oferta privada a ser realizada.
“O recente rali das ações da Braskem reflete as expectativas do mercado de que a capitalização da Petrobras sairia de graça para a Braskem, o que não ocorreu”, afirma Kovarsky, que manteve recomendação em linha com a média do mercado para o papel.
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Regulação
Tanto o analista do BofA como o do Banco do Brasil, Nelson Rodrigues de Matos, chamam atenção para problemas regulatórios, e o primeiro adiciona cautela pelo aumento da participação do governo na companhia, com a Petrobras aumentando sua participação nas operações.
“Na análise do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), deverá ser considerado que as empresas de terceira geração (transformadoras dos produtos petroquímicos intermediários em produtos para as indústrias de bens de consumo final) possuem um poder de negociação muito inferior à Braskem”, afirma Matos. Assim, pode ser considerada a possibilidade da tarifa de importação, de modo a aumentar competitividade dos produtos importados.