Em mercados

Macri volta atrás e suspende congelamento de preços de combustíveis na Argentina

Secretaria de Energia, disse que "a resolução não sairá no boletim oficial por conta das queixas das petrolíferas"

Mauricio Macri
(DAMI DARRAS)

SÃO PAULO - Menos de doze horas após anunciar um pacote de medidas para controlar a crise pela qual a Argentina passa, o presidente Mauricio Macri recuou e afirmou que uma das propostas, o congelamento de preços dos combustíveis por 90 dias, não irá acontecer.

Em comunicado, a secretaria de Energia disse: "a resolução não sairá no boletim oficial por conta das queixas das petrolíferas, teremos que abrir uma nova rodada de diálogos e continuar conversando".

Na quarta-feira (14), Macri fez um pronunciamento tentando acalmar o mercado com medidas econômicas, após sofrer uma dura derrota nas primárias do país, ficando 15 pontos percentuais atrás da chapa formada por Alberto Fernández e Cristina Kirchner.

Entre as medidas, além do congelamento de combustíveis, o presidente falou em pagamento de bônus para os trabalhadores, ajuda para pequenas e médias empresas e aumento nos benefícios para estudantes do programa "Progredir".

No discurso de ontem, Macri disse que, ao assumir o cargo em 2015, acreditava “que seria mais fácil”. “Peço que os argentinos não ponham em dúvida o trabalho que fizemos juntos”, afirmou.

A apuração dos votos nas primárias da Argentina no último domingo mostrou apoio de 47% dos eleitores à dupla Alberto Fernández e Cristina Kirchner, enquanto o atual presidente Mauricio Macri ficou com 32% dos votos.

O resultado fez o principal índice da bolsa argentina, o Merval, desabar quase 50%, com algumas ações chegando a perdas de 60%. Além disso, fez o CDS - espécie de seguro-calote - do país saltar da casa de mil pontos para 3 mil pontos.

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