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Caixa anuncia devolução de R$ 3 bilhões ao Tesouro; Guedes fala em "despedalar" bancos públicos

De acordo com o ministro da Economia, essas devoluções vão "despedalar" os bancos públicos, com o dinheiro sendo usado para diminuir a dívida do governo federal

Paulo Guedes
(Isac Nóbrega/PR)

SÃO PAULO - Em anúncio feito em conjunto com o Ministério da Economia, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, informou nesta quarta-feira (12) que o banco estatal está realizando a devolução de R$ 3 bilhões para o governo. Paulo Guedes, ministro da Economia, participou do anúncio. 

"Essa é uma determinação do ministro Guedes [a devolução dos recursos]. Não é discussão de 'management' [gerenciamento]. É uma decisão de governo que nós vamos devolver o dinheiro", afirmou Guimarães. O presidente da Caixa informou que a estratégia da instituição financeira é de devolver outros R$ 17 bilhões até o fim do ano.

De acordo com Guedes, essas devoluções vão "despedalar" os bancos públicos, com o dinheiro sendo usado para diminuir a dívida do governo federal. "Pela primeira vez na história vamos reduzir a dívida com a devolução de recursos dos bancos públicos", afirmou.

"Houve muitos empréstimos da União aos bancos públicos que cometeram excessos com recursos públicos, como BNDES e Caixa. E essas 'pedaladas' acabaram levando ao 'impeachment' da presidente [Dilma]. E nossa responsabilidade é devolver esses recursos à União, e dentro, inclusive, das exigências do TCU", declarou.

Os recursos devolvidos foram emprestados ao banco por meio do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD), que fizeram parte das "pedaladas fiscais", "contabilidade criativa" adotada no governo da ex-presidente Dilma e que foram base para o pedido de impeachment contra a petista. A primeira a fazer a devolução é a Caixa, que tem R$ 42 bilhões devidos nessa modalidade de empréstimo. 

O anúncio desta quarta foi feito após reunião de Guedes com representantes de bancos públicos. Além do presidente da Caixa (Pedro Guimarães), esteve presente o presidente do BNDES (Joaquim Levy) e do Banco do Brasil (Rubem Novaes), assim como os secretários Marcelo Guaranys (Executivo), Waldery Rodrigues (Fazenda) e Salim Mattar (Desestatização e Desinvestimentos).

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