Em mercados

Shutdown nos EUA entra no 22º dia e se torna o maior da história do país

Cerca de 800.000 funcionários federais são afetados pela paralisação e diversos serviços estão sem funcionar

Governo EUA
(Shutterstock)

SÃO PAULO - A paralisação do governo dos Estados Unidos, chamada de "shutdown", chegou neste sábado ao seu 22º dia, se tornando assim a maior da história do país. Os serviços e atividades governamentais estão suspensos desde o dia 22 de dezembro porque o orçamento deste ano não foi aprovado.

O problema ocorre porque o presidente Donald Trump quer que um projeto que destina mais de US$ 5 bilhões para financiar a construção do muro entre o México e os EUA entre no orçamento. Por outro lado, os democratas não aceitam esta despesa e defendem que é necessário reforçar a segurança da fronteira e não construir um muro.

Cerca de 800.000 funcionários federais são afetados pela paralisação e diversos serviços, incluindo até sites governamentais e os parques nacionais, estão sem funcionar. Isso porque as agências da administração do governo estão sem recursos, sendo que os funcionários não estão recebendo pagamentos.

Até então, a maior paralisação tinha ocorrido em dezembro de 1995, durante o governo de Bill Clinton, quando o governo ficou "fechado" por 21 dias. Na sequência, os piores "shutdowns" foram em 1978 (17 dias no governo de Jimmy Carter) e em 2013 (16 dias com Barack Obama).

Confira quanto durou cada "shutdown", segundo dados da CNBC:

capturar

Trump tem batido o pé e já disse estar preparado para que a paralisação dure "meses ou até anos" se precisar. Do outro lado, os democratas também estão se mostrando inflexíveis sobre o orçamento, o que sinaliza que o "shutdown" pode realmente durar bastante.

A questão é que isso tende a afetar cada vez mais a economia norte-americana. Nesta quarta, a agência de rating Fitch afirmou que pode até cortar a nota AAA dos EUA se esta questão se estender demais. 

"Se esta paralisação continuar até 1º de março e o teto da dívida se tornar um problema vários meses depois, talvez precisemos começar a pensar sobre a estrutura política, a incapacidade de aprovar um orçamento [...] E se tudo isso é consistente com o AAA", afirmou James McCormack, chefe global de ratings soberanos da Fitch, em evento em Londres.

Esta situação poderia não só começar a ter duros impactos na economia norte-americana, mas também respingar para praticamente todo o mundo. Por enquanto quem mais está preocupado é o funcionário públicos dos EUA, mas é bom todos ficarem de olho na situação.

Quer investir com corretagem ZERO na Bolsa? Clique aqui e abra agora sua conta na Clear!

 

Contato