Em mercados

Bateria de pesquisas eleitorais e mais 7 eventos que vão movimentar a próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

Candidatos
(Reprodução)

SÃO PAULO - A semana mais curta para a Bolsa brasileira foi cheia de emoções, principalmente com as reviravoltas do noticiário político com o atentado sofrido pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e suas possíveis implicações para as eleições de 2018. 

Assim, se antes as pesquisas eleitorais registradas no fim da semana já eram esperadas com ansiedade pelo mercado em meio ao início do horário eleitoral, desta vez elas também podem captar o efeito do ataque com faca de um homem feito contra o candidato do PSL para o eleitorado. Registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), estão as pesquisas Datafolha, com divulgação prevista para segunda-feira (10), assim como a FSB/BTG Pactual e a Real Time Big Data, todas entrando a campo após o atentado sofrido contra Bolsonaro. Na terça-feira (11), está prevista a divulgação da pesquisa Ibope e, na sexta (14), serão revelados os números da pesquisa XP/Ipespe

Será importante também acompanhar como cada candidato moldará a sua campanha após o atentado sofrido contra Bolsonaro, com destaque para o tucano Geraldo Alckmin, que era o presidenciável que mais criticava o candidato do PSL em seu programa eleitoral. Durante esta sexta, o candidato do PSDB se reuniu com sua equipe de marketing e integrantes de sua campanha para definir qual estratégia tomar agora. 

Antes disso, no domingo (8) às 18h, está prevista a realização do debate TV Gazeta/Estadão com presidenciáveis, que não conta com a participação de Bolsonaro. Ele está se recuperando no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, do ataque sofrido na quinta-feira. 

Também no radar dos investidores, está a expectativa pela troca de Lula por Fernando Haddad na cabeça de chapa presidencial, em ato programado para o dia 11 de setembro. Por fim, na próxima quinta-feira, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli assumirá o cargo de presidente da Corte. 

Na agenda econômica nacional, o destaque é para as pesquisas de comércio na quinta-feira e de serviços de julho na sexta-feira. "Passados os efeitos da greve dos caminhoneiros, o varejo deve ter registrado novo crescimento em julho, da ordem de 0,7% em relação ao mês anterior. Os serviços, por sua vez, tendem a ficar mais próximos da estabilidade", destaca a Rosenberg Consultores Associados. 

Agenda internacional

Já na agenda externa, os investidores estarão atentos na próxima semana a possíveis eventos no âmbito da guerra comercial EUA-China após nova ameaça por Donald Trump de taxação de produtos importados do gigante asiático, além das negociações entre os Estados Unidos e o Canadá sobre o Nafta.

Na agenda econômica da próxima semana, os destaques no EUA são o índice de preços ao produtor na quarta-feira (12) e o núcleo de inflação e taxa de inflação relativos ao mês de agosto na quinta-feira (13). A semana ainda traz os dados de vendas do varejo e o índice de confiança do Consumidor (Michigan) na sexta-feira. 

Na Europa, destaque para reunião do BCE (Banco Central Europeu), que se reúne na próxima quinta-feira. A expectativa é de manutenção da comunicação, com a perspectiva de alguma alteração nas taxas básicas de juros apenas no verão europeu de 2018 (entre junho e agosto), ressalta a Rosenberg. "Na conferência com jornalistas, Mario Draghi deverá ser questionado se o desempenho mais modesto da economia afeta a projeção da instituição, sua resposta será relevante para o mercado", destaca a consultoria. 

A agenda da China também é movimentada, com destaque para as vendas de automóveis na segunda, os dados de investimento direito no estrangeiro na terça e da produção industrial, do investimento e de vendas do comércio relativos ao mês de agosto na quinta. 

Para conferir a agenda completa de indicadores, clique aqui.

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