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Os dois eventos que vão definir o rumo dos mercados na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

Investidor feliz
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Apesar de uma semana bem positiva para o Ibovespa, o mês e o semestre terminam com o índice acumulando perdas e julho deve começar já com bastante pressão diante de uma agenda recheada de eventos tanto no exterior quanto no campo doméstico. Em destaque, o dado de inflação do Brasil e o relatório de emprego prometem definir o rumo do mercado em semana que tem feriado nos EUA e a possibilidade de dois jogos do Brasil na Copa do Mundo.

No campo político, atenção especial para o debate sobre a tabela de frete rodoviário. A comissão mista de deputados e senadores encarregada de analisar a Medida Provisória, que estabelece preços mínimos para os
fretes dos caminhoneiros, quer acelerar os seus trabalhos e votar o parecer do deputado Osmar Terra (MDB-RS) favorável à medida na próxima terça-feira (3). A expectativa é de que a MP seja votada no plenário da Câmara na quarta-feira (4) e poderia ser analisada pelo Senado antes do recesso parlamentar.

Entre os indicadores, destaque na quarta-feira (4), para o resultado da produção industrial, divulgado pelo IBGE. A GO Associados projeta queda de 16,6% ante o mês de abril, que caso se confirme, será a maior queda na série histórica do setor, sendo reflexo da greve dos caminhoneiros. Segundo os economistas, os indicadores antecedentes do setor mostraram números bastante negativos, corroborando para a projeção pessimista do setor no mês.

Já na sexta-feira (6), o evento mais importante da semana: o IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho. A expectativa da GO é de alta de 1,02%, levando o indicador para 4,14% no acumulado de 12 meses. A inflação deve seguir pressionada em função da greve dos caminhoneiros e do acionamento da bandeira vermelha nível 2 nas contas de energia elétrica.

"Em termos prospectivos, a inflação deve seguir abaixo do centro da meta neste ano. Parte dos efeitos da greve devem ser devolvidos ao longo dos próximos meses. No entanto, a desvalorização cambial deve levar
a uma inflação mais elevada no ano", afirma a GO Associados.

Agenda externa
No exterior, atenção especial para as eleições presidenciais e legislativas do México, que ocorrem no domingo (1). O candidato de esquerda López Obrador é o grande favorito segundo as pesquisas de intenção de voto. Se conseguir formar maioria absoluta no Congresso, ele terá poder para avançar com suas propostas, que incluem aumento de gastos públicos e reversão das reformas pró-mercado implementadas pelo atual presidente, Enrique Peña Nieto.

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Nos EUA, atenção para terça-feira (3) e quarta-feira (4). No primeiro dia, o mercado fechará mais cedo, às 13h, por conta do feriado no dia seguinte, de Dia da Independência do país. Além disso, a semana terá atenção especial para a guerra comercial entre os EUA e seus parceiros comerciais.

Nesse cenário de indefinição, o mercado ficará de olho aos dados de atividade relativos aos meses de maio e junho, que serão publicados durante a semana: o PMI industrial de junho sai na segunda-feira (2), as
encomendas à indústria de maio saem na terça-feira (3), e o PMI composto e de serviços de junho será divulgado na quinta-feira (5).

Por fim, o dado mais importante da semana sai na sexta-feira (6), com o relatório de emprego, que será importante para calibrar o ritmo da inflação no país. Dados acima do esperado devem reforçar o fortalecimento da
retomada nos EUA e elevar a probabilidade do cenário com 4 altas de juros em 2018.

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