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O grande evento que irá definir o rumo do mercado brasileiro na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber para operar na próxima semana

Investidor
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após mais uma semana negativa para o Ibovespa, que volta para o patamar de 70 mil pontos, um grande evento promete deixar todos os investidores brasileiros tensos nos próximos dias. Desde a surpresa da última decisão, o mercado passou a ficar mais atento à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que na próxima quarta-feira (20) define o rumo da taxa básica de juros.

Com a recente disparada do dólar e o cenário econômico ainda fraco, o mercado passou a avaliar cada vez mais a chance do Banco Central elevar a Selic já nesta reunião. Pela precificação dos contratos de juros futuros, o mercado já dá como certa esta alta de 25 pontos-base, sendo que já existem analistas defendendo que o Copom suba os juros de forma mais acentuada agora.

Por outro lado, a maior parte dos especialistas ainda acreditam que a Selic será mantida no atual patamar de 6,50% ao ano. "Apesar da baixa inflação corrente e da atividade caminhando ainda em ritmo lento, o Copom deve
optar por manter a taxa Selic no nível atual devido ao ambiente externo mais desafiador e incertezas no campo político interno", avalia a GO Associados explicando que, com isso, o BC evita repasses expressivos da alta do dólar para a inflação.

Entre os indicadores, o que mais deve chamar atenção é o IPCA-15 de junho, divulgado pelo IBGE na quinta-feira (21). A GO projeta alta de 0,82%, o que levaria a inflação no acumulado em 12 meses para 3,37%. "A prévia da inflação de junho mostrará aceleração da inflação devido aos efeitos da greve, que impactaram principalmente os alimentos in natura e os combustíveis", explicam os analistas. Para eles, porém, a expectativa é que o choque se dissipe nos próximos meses, não alterando o quadro inflacionário benigno.

Ainda sem dia definido, o Ministério do Trabalho divulga os dados do Caged referente ao mês de maio, que segundo a GO Associados deve mostrar geração líquida positiva de 95 mil vagas de emprego formal no mês. Além disso, a semana também terá os dados de arrecadação federal referente ao mês de maio, que devem ficar em R$ 107,4 bilhões, um aumento real de 7,3% ante maio do ano passado.

Exterior
Depois da alta dos juros nos EUA para o intervalo de 1,75% a 2,0% ao ano nessa semana, o mercado incorporou a nova projeção do Federal Reserve e passou a precificar como mais provável um cenário hawkish, ou seja, com quatro subidas de juros ao longo do ano. Entre os indicadores, poucos dados realmente importantes, com destaque para os dados do mercado de imóveis na terça-feira (19) e a prévia da sondagem PMI de atividade industrial e de serviços na sexta-feira (22).

Na Europa, a prévia da sondagem PMI relativa ao mês de junho, que será publicada na sexta-feira (22), deve confirmar a desaceleração da retomada na região durante o segundo trimestre do ano. Desde o início do ano, as sondagem PMI finais foram quase sempre menores que as suas prévias, sinalizando uma tendência de deterioração dos indicadores de confiança na Europa.

Já na Ásia, depois do encontro de Donald Trump e Kim Jong-un, os investidores manterão um olhar atento sobre a continuidade do aliviamento das tensões na região. Nesta sexta, o mercado também azedou com a volta do conflito comercial entre EUA e China, fato que deve seguir no radar nos próximos dias.

Outro foco importante da região será a eleição presidencial na Turquia, que ocorre no domingo (24). Esta é primeira eleição desde a modificação da constituição. A expectativa é que Recep Erdogan, atual presidente, saia vitorioso. As eleições ocorrem num contexto de tensões financeiras que podem ter um efeito de contágio aos outros países emergentes. A Lira turca e o índice MSCI da Turquia, já perderam 20% desde o inicio do ano.

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