Em mercados

Trump assina sobretaxação para aço e alumínio importados pelos EUA

Membros do Nafta, México e Canadá foram excluídos da elevação de impostos; Segundo maior exportador de aço ao país, o Brasil não foi poupado

Donald Trump
(Shutterstock)

SÃO PAULO - Após uma sinalização gerar preocupação nos mercados uma semana atrás, o presidente norte-americano Donald Trump oficializou, nesta quinta-feira (8), uma sobretaxação de 25% no aço e 10% no alumínio importados pelo país. A medida protecionista entrará em vigor em 15 dias.

Membros do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), México e Canadá ficaram de fora da lista dos países afetados pela elevação das alíquotas. O republicano quer renegociar com os vizinhos questões militares e alterações nos termos do acordo comercial.

Trump deixou ainda aberta a possibilidade de renegociar tarifas com outros países aliados. Segundo maior exportador de aço para os EUA, o Brasil, em um primeiro momento, não foi poupado. O país pode levar a questão à OMC (Organização Mundial do Comércio). Um dos principais argumentos usados para tentar evitar a taxação é que a maior parte do aço exportado ao mercado estadunidense consiste em produtos semi-acabados, insumos para a própria indústria local.

Em pronunciamento feito na Casa Branca, o presidente norte-americano disse estar cumprindo uma promessa de campanha, recuperando duas indústrias importantes para o país e os empregos nos setores. Trump afirmou ainda que aplicará reciprocidade nas taxas de importação a produtos de outros países. "Se a China ou a Índia cobram uma alíquota de 25% nos automóveis, os EUA farão o mesmo", afirmou.

 

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