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Em mercados

Petrobras poderia ser vendida em pedaços, afirma Armínio Fraga

"Não adianta privatizar monopólio", disse o ex-presidente do BC a repórteres ressaltando que acha "viável e desejável essa discussão".

Armínio Fraga
(Divulgação/ PCO)

SÃO PAULO - Durante evento no Rio de Janeiro, o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, afirmou que não venderia a Petrobras (PETR3; PETR4) para um grande fundo soberano, em caso de privatização da empresa. "Poderia quebrar e vender em pedaços", afirmou ele no "II Fórum: a mudança do papel do Estado: estratégias para o crescimento", promovido pela FGV (Fundação Getulio Vargas), em parceria com a Fecomercio e a Universidade Columbia. "Não adianta privatizar monopólio", disse Fraga a repórteres ressaltando que acha "viável e desejável essa discussão".

Além disso, o ex-presidente do BC também comentou sobre a reforma da Previdência, que segundo ele não será a última a ser feita no Brasil. "Previdência é enorme fonte de gastos, cheia de distorções e problemas", destacou. "Acho importante que reforma da Previdência seja votada. A
probabilidade não saberia dizer", completou o economista.

Fraga ainda afirmou que o Brasil pode ter janela de oportunidade em 2019 com um novo governo, dependendo da qualidade do debate no ano que vem. "Vejo sinais fortes de populismo no ar, isso me preocupa muito", alertou sobre o pleito do próximo ano. Por fim, o economista também se colocou longe da política agora: "não me vejo engajado em outro 2014", disse referente a participação na campanha de Aécio Neves na última eleição.

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