Em mercados

Mercado eleva projeções para inflação e derruba juros para 7,50% em 2017, mostra BC

Levando em conta as novas expectativas dos economistas consultados pelo Focus, a taxa de juros reais ex-post passaria para 4,05% neste ano e 3,30% em 2018

Ilan Goldfajn
(Bloomberg)

SÃO PAULO - As sinalizações de maior agressividade na política monetária pelo Banco Central e a percepção de dificuldades na retomada da atividade econômica fazem os economistas de mercado revisarem suas projeções para a taxa básica de juros para 2017 e 2018. Conforme mostra a mais recente edição do relatório Focus, divulgado pela autoridade monetária na manhã desta segunda-feira (7), a mediana das estimativas dos especialistas para a Selic caiu de 8% para 7,50% neste ano e de 7,75% para 7,50% no ano seguinte.

Ainda segundo o relatório Focus, as estimativas para a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) saltaram de 3,40% para 3,45% ao final deste ano e se mantiveram em 4,20%. Levando em conta as expectativas do mercado, a taxa de juros reais ex-post passaria para 4,05% neste ano e 3,30% em 2018. Do lado do câmbio, as apostas para o dólar foram de R$ 3,30 para R$ 3,25 neste ano e de R$ 3,43 para R$ 3,40 no ano seguinte. O PIB (Produto Interno Bruto) não contou com alterações: 0,34% e 2,00%, respectivamente.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções -- o chamado "top 5" --, no cenário de curto prazo, as projeções para o IPCA se mantiveram em alta de 3,09% neste ano, mas caíram de 4,23% para 3,98 no ano seguinte, ao passo que o câmbio minguou de R$ 3,45 para R$ 3,35 em 2017 e de R$ 3,55 para R$ 3,50 em 2018. Já do lado da Selic, houve queda nas expectativas para este ano, de 7,50% para 7,38%, ao passo que para o ano seguinte continuaram em 7,50%.

Já no cenário de médio prazo do "top 5", as apostas para o IPCA cresceram de 3,10% para 3,31% neste ano, e caíram de 4,19% para 4,06% no ano seguinte. Do lado do câmbio, não houve alteração: R$ 3,40 e R$ 3,50, respectivamente. Para a Selic, houve redução de 7,50% para 7,25% neste ano, e manutenção em 7,25% no ano seguinte.

 

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