Em mercados

Economistas "ignoram" crise política e não altera projeções para crescimento e juros, mostra BC

Michel Temer "na pinguela" ainda não provocou alteração nos cenários dos economistas consultados pela autoridade monetária

Henrique Meirelles em Davos
(Bloomberg)

SÃO PAULO - Os economistas consultados semanalmente pelo Banco Central mantiveram o tom das projeções das últimas pesquisas para os principais indicadores da economia brasileira no último levantamento Focus, apesar dos efeitos imprevisíveis da crise política instaurada com a delação premiada de executivos da JBS (JBSS3) pela operação Lava Jato, que colocou o presidente Michel Temer no holofote. Segundo a pesquisa divulgada pela autoridade monetária na manhã desta segunda-feira (22), a mediana das projeções dos economistas de mercado para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 3,93% para 3,92% neste ano, ao passo que para o ano seguinte foi de 4,36% para 4,34%.

Do lado da atividade econômica, as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) continuaram em crescimento de 0,50% em 2017 e em 2,50% no ano seguinte. Não houve alterações nas projeções para a taxa básica de juros -- a Selic: 8,50% ao final dos dois anos. Já para o câmbio, as expectativas passaram de R$ 3,25 para R$ 3,23 para o dólar neste ano, ao passo que para o ano seguinte continuaram em R$ 3,36.

Entre os cinco economistas que mais acertam em suas projeções -- o "top 5" --, a mediana para o IPCA continuou em 3,89% para este ano e 4,25% para o ano seguinte. Já do lado da Selic, 2017 continuou marcando 8,5%, enquanto em 2018 houve uma redução de 8,50% para 8,38%. Para o câmbio, as projeções continuaram em R$ 3,35 neste ano e saltaram de R$ 3,50 para R$ 3,55 em 2018.

 

Contato