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Deltan Dallagnol critica foro privilegiado e diz que é preciso ir além da Lava Jato para mudar o País

Entrevista faz parte da série "Diálogos que Conectam", realizada pelo UM BRASIL, parceiro de conteúdo do InfoMoney

SÃO PAULO - No mês passado ocorreu o Brazil Conference, evento realizado pelas universidades de Harvard e do MIT, para tratar de um dos principais temas que agitam o Brasil, e que ganhou ainda mais destaque na noite de quarta-feira (18): corrupção. Entre os palestrantes estava o procurador da República e coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol.

Em entrevista a UM Brasil, parceiro de conteúdo do InfoMoney, ele falou sobre a importância da participação e do apoio da sociedade para a continuidade das investigações e comentou o que podemos aprender com os erros da Operação Mãos Limpas, na Itália.

Questionado sobre o pacote de 10 medidas contra a corrupção, Dallagnol afirmou que o projeto foi desfigurado no Congresso, mas que não se pode perder a esperança: "ano que vem temos o poder do voto". Apesar disso, ele mostrou ter receio de uma acomodação diante do que tem sido conquistado pela Lava Jato e cravou que é necessário ocorrer a reforma política.

Por fim, o procurador explicou sua grande crítica ao foro privilegiado, que segundo ele "quebra o direito de igualdade perante a lei". Para Dallagnol, apenas umas 5, 10 ou 20 pessoas deveriam ter foro, mas hoje no Brasil são 40 mil. "Eu tenho foro privilegiado, e não deveria", afirma.

Confira a entrevista completa: 

 

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