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Governo deve US$ 120 milhões e dá calote em fundo do Mercosul, diz Estadão

Os dados são de um levantamento feito pelo Itamaraty sobre todas as dívidas do País com organismos internacionais e obtido pela publicação

Dilma Rousseff
(Lula Marques/ Agência PT)

SÃO PAULO - Em reunião que tem início nesta sexta-feira (17), o Brasil pretende estender o prazo de funcionamento do Focem (Fundo para Convergência Estrutural do Mercosul), usado para financiar obras de infraestrutura entre os países da região do Mercosul. Porém, segundo informações do jornal O Estado de S. Pauloo governo brasileiro acumula uma dívida de US$ 120 milhões com o fundo.

Os dados são de um levantamento feito pelo Itamaraty a pedido do senador Heráclito Fortes (PSB-PI), sobre todas as dívidas do País com organismos internacionais e obtido pela publicação. As informações mostram que entre os débitos está o Focem, que financia obras estruturais, especialmente no Paraguai e no Uruguai. Foi com recursos do fundo, por exemplo, que se construiu a linha de transmissão de energia entre a Usina de Itaipu e a capital paraguaia, Assunção, com um custo de US$ 550 milhões.

O fundo é formado por recursos dos cinco países-membros plenos do bloco, sendo que o Brasil deveria entrar todos os anos com US$ 70 milhões. Enquanto isso, a Argentina entraria com US$ 27 milhões, assim como a Venezuela. O Uruguai aporta US$ 2 milhões e o Paraguai, US$ 1 milhão. Porém o Brasil, segundo a publicação, acumula dívidas com o Focem ano após ano. Até 2014, já eram US$ 97,07 milhões e neste ano o País já deixou de pagar outros US$ 24,5 milhões.

Procurado pelo Estadão, o Ministério do Planejamento, que é o responsável pela liberação de recursos para pagamentos de fundos internacionais, informou que a renovação do Focem está sendo negociada com os parceiros do bloco e que "os recursos a serem aportados pelo Brasil são operacionalizados conforme a programação financeira do governo e a necessidade efetiva do Fundo".

 

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