Em mercados

Conheça o homem escolhido por Dilma para evitar um racionamento de energia

Eduardo Braga, engenheiro eletricista, foi escolhido como Ministro de Minas e Energia e deve acalmar o mercado em relação ao medo de apagão

Eduardo Braga
(Geraldo Magela/Agência Senado)

SÃO PAULO - Muito se fala no mercado sobre o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e seu difícil trabalho de recuperar a economia. Mas poucos comentavam - pelo menos até ontem - da complicada missão dada a Eduardo Braga, o ministro de Minas e Energia, que em meno de um mês no cargo viu ontem o País passar por um apagão que deixou pelo menos 8 estados no escuro durante a tarde.

Desde o momento do apagão até a manhã desta terça-feira (20) a explicação era que havia ocorrido um pico de consumo por volta das 15h (horário de Brasília), levando o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e pedir que diversas empresas cortassem sua distribuição de energia. Porém, hoje o governo citou falhas técnicas e problemas em Furnas, como explicações para o ocorrido.

Braga foi então convocado para dar explicações. Segundo ele, o sistema energético do Brasil é robusto e o que ocorreu ontem foi apenas uma falha técnica, mas que mesmo assim o governo está tomando as medidas necessárias para reforçar o sistema. Para ele, o que ocorreu ontem não foi falta de energia e quem precisa dar explicações sobre os fatos é o ONS, já que tudo não passou de uma falha técnica.

Conheça o ministro
Nascido em 6 de dezembro de 1960 na cidade de Belém, no Pará, Carlos Eduardo de Souza Braga é formado como engenheiro eletricista pela Universidade Federal do Amazonas. Iniciou sua carreira política aos 21 anos como vereador de Manaus, vencendo a eleição para deputado estadual em 1986. Na Assembleia Legislativa do Estado foi líder do governo e relator da Constituição do Amazonas.

Em 1990, Eduardo Braga foi eleito deputado federal, obtendo a maior votação do seu partido. Foi eleito vice-prefeito de Manaus em 1992 e assumiu a Prefeitura Municipal em março de 1994. Em 1996, Braga deixou a prefeitura de Manaus, dedicando-se à administração de suas empresas, uma rede de concessionárias Renault em quatro Estados da Região Norte do Brasil. Em 2002 foi eleito no primeiro turno das eleições governador do Amazonas. Em 2006 foi reeleito no primeiro turno com 50,63% dos votos válidos.

É coordenador nacional do PMDB Sócio Ambiental, programa que dispensa atenção especial aos assuntos relacionados ao meio ambiente aliado ao desenvolvimento social no País. É também o criador do Programa Bolsa Floresta, recompensa financeira paga pelo governo do Amazonas aos moradores de UCE (Unidades de Conservação Estaduais).

No Senado, defendeu o desenvolvimento sustentável, a integração regional, a Reforma Político-eleitoral, entre outros temas. Braga foi presidente da CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação, Inovação e Informática) do Senado no biênio 2011-2012 e membro titular das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE), de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Infraestrutura (CI). Foi suplente nas comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE), de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização (CMA), de Assuntos Sociais (CAS) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR).

Entre março de 2012 e dezembro de 2014, Eduardo Braga foi líder do governo da presidente no Senado. Foi responsável por negociar a aprovação de leis como Projeto de Resolução do Senado nº 72, que unificou em 4% as alíquotas do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para operações interestaduais com produtos importados.

Até o ano passado, Braga estava sendo investigado por suspeita de peculato, formação de quadrilha e fraude em licitação em razão da desapropriação de um terreno. O imóvel foi comprado em 2003 por uma empresa de engenharia pelo valor de R$ 400 mil e, meses depois, foi desapropriado pelo governo do Amazonas - liderado por ele -, que concedeu à mesma empresa a indenização de R$ 13,1 milhões. Porém em junho do ano passado, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o arquivamento do inquérito.

 

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