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Rússia e Brasil são gêmeos deficitários e Dilma "provoca estragos" nas finanças do país

A matéria fala que cada um dos países pertencentes ao "quinteto fragilizado" tem um gêmeo "deficitário"; no caso do Brasil, seu gêmeo que também vai "mal das pernas" é a Rússia

Dilma Rousseff
(Reprodução/ Youtube)

SÃO PAULO - Na última quinta-feira (6) a revista The Economist publicou matéria em que fala sobre as atuais dificuldades econômicas brasileiras, que de acordo com eles, muito se parece com a russa, sua "parceira" nos BRICs. 

De acordo com a matéria, ambos os países passam por queda em suas moedas, alta inflação e crescimento lento, o que poderia levar 2015 a ser um ano "muito ruim". Dentro deste quadro econômico nada favorável, o Rublo, moeda russa, caiu muito mais que as moedas de países como Brasil, Indonésia, Índia, África do Sul e Turquia, frente ao dólar. Em 5 de novembro o Banco Central reduziu seus esforços "caros e inúteis" para sustentar a moeda para cima, deixando-o quase que flutuando livremente.

A matéria fala ainda que cada um dos países pertencentes ao quinteto tem um gêmeo "deficitário"; no caso do Brasil, seu gêmeo que também vai "mal das pernas" é a Rússia. Juntas, as maiores economias emergentes depois da China possuem o peso da Alemanha, sendo que em ambos os países a moeda está deslizando: o real renovou sua mínima em novembro, após dados mostrarem que o déficit orçamental atingiu recorde em setembro; já o rublo está caindo ainda mais rápido, despencando 27% em um ano e 10% no último mês. A publicação ainda fala que ambos atingiram a estagflação: preços "borbulhantes" junto de taxas de crescimento ficando bem provavelmente abaixo de 1%.

Para a publicação, alguns destes "males" vêm de fora. Os países com os quais o Brasil se mantém próximo para negociações não tem demonstrado bons dados econômicos também, como é o caso da China, zona do euro e Argentina, sendo que não é só o volume exportado que está diminuindo, os preços dos produtos brasileiros como o petróleo estão também caindo conforme a demanda global desascelera. A Rússia também sente o peso da desasceleração global ao passo que o preço da energia cai, já que o país é um dos maiores produtores de óleo e gás natural do mundo.

Mas as origens também podem ser oriundas das raízes nacionais, já que mesmo que o Brasil mostre que desde 1990 pode pagar suas dívidas, após ter apresentado superávit primário de mais de 3% do PIB, a presidente Dilma Rousseff (PT) tem "provocado estragos" nas finanças públicas do país, já que em 2014 os gastos tem se expandido em duas vezes a taxa de receitas. Já para o lado da Rússia contam todos os imbróglios com as retaliações vindas dos EUA após o caso com a Ucrânia. As medidas impediram que companhias ocidentais de petróleo ajudassem a produção russa da commodity, e todas as tarifas por trás das retaliações e importações de Putin sobre bens ocidentais tem empurrado para cima ainda mais os preços domésticos. E ainda de acordo com a matéria, "o pior ainda pode estar por vir", já que a queda nos preços das commodities parece destinada a durar". 

 

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