Em mercados

Pressão da Petrobras deixa Ibovespa volátil desta manhã

Temporada de balanços segue agitada: Embraer, Telefônica, Ambev e Eletropaulo sobem após resultados, ALL recua 6%

SÃO PAULO - Em dia bastante agitado por conta de uma batelada de resultados corporativos, o Ibovespa busca se manter campo positivo nesta quarta-feira (26). Às 10h24 (horário de Brasília), o índice avançava 0,21%, a 46.812 pontos, em meio à repercussão dos balanços das empresas "pesos-pesados" da bolsa Petrobras (PETR3; PETR4), Ambev (AMBV3), Eletropaulo (ELPL4), Telefônica Brasil (VIVT4), Embraer (EMBR3), enquanto entre as referências econômicas o mercado aguarda pelo fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), com os economistas bem divididos em suas expectativas, que giram entre uma alta da Selic de 0,25 e 0,5 ponto percentual. 

A Petrobras, principal destaque do dia, registrou uma queda de 19% no lucro líquido no quarto trimestre de 2013 para R$ 6,28 bilhões e, apesar da queda nos últimos três meses do ano, teve aumento de 11% do lucro no ano passado.

Os números não chegaram a surpreender o mercado, ficando relativamente em linha, de acordo com as projeções do Credit Suisse e levemente abaixo das estimativas em termos de lucro líquido do BB Investimentos, mas acima em relação à receita líquida e ao Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações). As ações da empresa, no entanto, registram queda nesta sessão: as ordinárias caem 0,90%, a R$ 13,16, enquanto as preferenciais recuam 1,41%, a R$ 13,97.

Embraer, Telefônica, Ambev e Eletropaulo sobem
Por outro lado, as ações da Embraer, Telefônica Brasil, Ambev e Eletropaulo registram ganhos de 3,91%, 3,60%, 1,14% e 0,87% nesta manhã após resultados, sendo cotadas a R$ 20,71, R$ 43,74, R$ 16,79 e R$ 8,18, respectivamente.

A Embraer teve lucro líquido acima das expectativas do mercado em 2013, ultrapassando algumas de suas próprias previsões para o ano passado. A Eletropaulo registrou prejuízo líquido de R$ 73,3 milhões no quarto trimestre, mas ainda assim menor do que no mesmo período do ano passado (R$ 85,9 milhões), afetado por amortização de passivo regulatório. 

Já a Ambev registrou um lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 4,66 bilhões no quarto trimestre, alta de 106,2% na comparação frente o mesmo período de 2012, enquanto a Telefônica somou um lucro líquido de R$ 3,7 bilhões em 2013, registrando uma baixa de 16,6% frente 2012. 

Do lado negativo, chama atenção também a ALL (ALLL3), que recua 6,02%, sendo cotada a R$ 6,24, depois ampliou seu prejuízo no quarto trimestre de 2013 em 53,5% sobre um ano antes, a R$ 31,4 milhões. 

EUA, Europa e Ásia
Os mercados mundiais seguem em queda. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários operam no pré-market no campo negativo, assim como as ações europeias. As bolsas asiáticas, que foram exceção, e viram alguns índices acionários do continente fecharem o dia em alta.

Na agenda norte-americana, os destaques ficam com as vendas de moradias novas em janeiro, indicador que será divulgado às 12h (horário de Brasília), além da fala da presidente do Federal Reserve de Cleveland, Sandra Pianalto, que irá fazer um pronunciamento às 21h30. Além dela, o presidente do Fed de Boston, Eric Resengren, que não vota no Fomc (Federal Open Market Committee), discursa mais cedo, às 14h. 

Já na Europa, as bolsas têm fraco volume de negócios, devido ao temor dos investidores com a segunda maior economia do mundo após rumores de o governos chinês iria cortar os créditos às imobiliárias. Os investidores seguem atentos também a temporada de divulgação de resultados de muitas empresas. O grupo francês Airbus, apresentou lucro maior do que o ano passado e vê suas ações subirem mais de 3%. Outro fator que chama a atenção nesta quarta-feira é o alto volume de negociação das ações do Credit Suisse, que caem mais de 2% após o Congresso dos EUA falar que o banco ajudou mais de 20 mil clientes a não pagar impostos. 

O índice FTSE 100, de Londres, registra perdas de 0,39%, enquanto o DAX, benchmark alemão, cai 0,47%. O CAC, de Paris, apresenta queda de 0,51% e o benchmark da Espanha, o IBEX, recua 0,12%.

 

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