Em mercados

Com inflação "resistente", Copom eleva Selic em 0,5 p.p., para 10,5% ao ano

Mercado esperava redução do ritmo, com a Selic atingindo 10,25% ao ano, mas após IPCA encerrar 2013 acima do estabelecido, especialistas já apontavam para uma possível alta de 0,5 p.p.

Tombini 2 - 12/09/12
(Antonio Cruz/ABr)

SÃO PAULO - Não chegou a ser surpresa, mas diferente do que a maioria do mercado esperava, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, no primeiro encontro encerrado nesta quarta-feira (15), pela elevação da taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto percentual, para 10,50% ao ano.

Pesou para o Banco Central os dados de inflação do País, que, segundo o próprio Alexandre Tombini, mostraram "maior resistência" no ano passado. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2013 a 5,91%, acima do número estabelecido pelo BC que era de um número inferior à inflação de 2012. A expectativa do mercado era que ocorresse uma alta de 0,25 p.p., fato que não se concretizou.

Alguns especialistas acreditavam que o BC poderia reduzir o ritmo do ciclo, mas que a autoridade monetária estenderia as altas devido à combinação de inflação alta e volatilidade cambial mais forte. "As sinalizações mais recentes do Copom sugerem que o ciclo de elevação da Selic deverá ser desacelerado; e que o ajuste remanescente não deverá se estender significativamente", afirma a equipe da LCA Consultores. 

Confira o comunicado:

"Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu por unanimidade, neste momento, elevar a taxa Selic em 0,50 p.p., para 10,50% a.a., sem viés.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques."

 

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