Em mercados

Para Itaú, Selic só deve voltar a subir em 2014, quando chegará a 8,5%

Para analistas, Copom deve trabalhar a ideia de estabilidade das condições monetárias como estratégia mais adequada para garantir a inflação na meta

cofrinho - porquinho - gráfico - Selic
(Getty Images)

SÃO PAULO - Nesta quarta-feira (28) terminará a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2012. Após um ciclo de cortes na taxa básica de juros, o mercado agora projeta a manutenção da Selic em 7,25% ao ano nesse encontro - o menor patamar da série histórica da Selic, iniciada em 1986 -, devendo ficar nesse nível por um bom tempo.

Com o atual cenário internacional, com baixo crescimento nos países da zona do euro e EUA e muitos estímulos monetários nessas regiões, o Itaú Asset Management acredita que o Banco Central deve utilizar com mais frequência outras ferramentas quando for preciso apertar as condições monetárias. Com isso, devemos ver mais medidas macroprudenciais, como a desaceleração do crédito público e aumento do pagamento da parcela mínima do cartão de crédito.

Dessa forma, a equipe do Itaú espera que o ciclo de alta dos juros volte apenas no começo de 2014. Além do longo período nessa taxa, o banco reduziu a expectativa de quanto o juro básico vai subir no ano em questão: a estimativa agora é de que a taxa suba 125 pontos-base, e não mais 225 pontos-base, terminando 2014 em 8,5% a.a.. Já para 2015, o banco espera mais 100 p.b. de elevação, puxando a Selic para 9,5% a.a..

Última reunião de 2012
Para os analistas do Itaú, o Copom deve manter a taxa no patamar de 7,25% a.a. até o fim de 2013. No relatório a ser divulgado nesta quarta-feira, o banco entende que o Banco Central deve manter o discurso de "baixa por um tempo", considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional.

Além disso, o Itaú diz que o Copom deve trabalhar a ideia de estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado como estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear.

 

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