Em mercados

Ibovespa mostra volatilidade zera perdas no início da tarde da quinta

Manhã foi marcada por expectativas com relação a Mario Draghi, que não trouxe novidades; elétricas voltam a cair forte na bolsa

Gráfico - caneta aponta gráfico em queda
(ShutterStock)

SÃO PAULO - Após se consolidar no terreno negativo, o Ibovespa voltou a mostrar volatilidade e zerou as perdas do início da tarde, operando estável por volta das 13h20 (horário de Brasília), alcançando os 58.625 pontos. O foco dos investidores nesta manhã esteve na decisão de política monetária do BCE e a coletiva de imprensa do presidente da instituição, Mario Draghi. Entretanto, ambos eventos não trouxeram grandes novidades aos investidores.

A autoridade monetária da Zona do Euro manteve a taxa básica de juro em 0,75% ao ano, enquanto Draghi voltou a jogar a responsabilidade da compra de títulos aos países, ao reafirmar que o BCE (Banco Central Europeu) está pronto para agir. Ele disse, ainda, que as condicionalidades que o programa de compra de títulos trazem são essenciais. Sobre Portugal, Draghi afirmou que o país ainda não pode se candidatar às compras de títulos do BCE, uma vez que não possui acesso total ao mercado de dívida.

À espera dos EUA
Agora o mercado aguarda pela ata do Fomc (Federal Open Market Committee), que será anunciada nesta tarde. O documento deve esclarecer os bastidores sobre a última reunião de política monetária nos EUA, quando foi anunciada a terceira rodada de alívio quantitativo, com injeção mensal de US$ 40 bilhões na economia via compra de ativos lastreados em hipotecas.

Por lá, foi revelado nesta manhã que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego vieram praticamente em linha na última semana. Aos 367 mil, eles vieram apenas um pouco acima dos 365 mil esperados, conforme compilação de projeções da Briefing.com. O número também mostrou leve alta sobre a semana anterior, quando dados revisados mostraram 363 mil pedidos.

Na agenda norte-americana, os pedidos à indústria recuaram 5,2% em agosto, contra uma alta de 2,6% em julho. Entretanto, a projeção do mercado indicava para um valor ainda pior, com um recuo de 6,0%.

Moody's pode revisar o Brasil neste ano
Por aqui, a Moody's disse que irá discutir até o fim deste ano qualquer mudança no rating do Brasil. Atualmente, a agência de classificação de risco estima a nota brasileira em Baa2, com perspectiva positiva. 

Enquanto isso, o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, prevê um aumento na carteira de investimento em infraestrutura, que atualmente equivale a US$ 250 bilhões, disse nesta quinta-feira.

Altas e baixas
Nesta tarde a Gafisa (GFSA3) lidera as perdas do dia, mas o destaque mesmo fica por conta das ações de companhias elétricas, que continuam em momento ruim e voltam a despencar na bolsa. Na outra ponta, os papéis da Marfrig (MRFG3) têm forte alta, de 3,78%, e lideram os ganhos do Ibovespa.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 GFSA3 GAFISA ON 3,87 -5,61 -6,07 48,62M
 TRPL4 TRAN PAULIST PN 33,40 -4,90 -39,16 5,79M
 ELET6 ELETROBRAS PNB 16,77 -4,28 -32,01 15,01M
 ELET3 ELETROBRAS ON 11,45 -4,18 -30,10 12,98M
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 18,58 -2,82 -43,22 8,07M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 MRFG3 MARFRIG ON 12,34 +3,78 +44,50 13,00M
 CIEL3 CIELO ON 51,87 +3,12 +34,40 56,61M
 SBSP3 SABESP ON 89,14 +2,22 +78,34 31,74M
 LLXL3 LLX LOG ON 2,85 +2,15 -15,43 4,51M
 VIVT4 TELEF BRASIL PN 44,56 +2,08 -10,37 22,51M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

 

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