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Setor industrial da Alemanha encolhe pelo 7º mês seguido, mostra PMI

Índica passou de 44,7 em agosto para 47,4 em setembro, na maior leitura desde março, mas ainda assim mostra contração

Angela Merkel - Alemanha - crise do euro - 17/09/12
(Tobias Schwarz/Reuters)

BERLIM, 1 Out (Reuters) - O setor industrial da Alemanha encolheu pelo sétimo mês seguido em setembro, conforme a maior economia da Europa sente o impacto da crise de dívida na região, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compra (PMI).

O PMI do instituto Markit para a Alemanha subiu para 47,4 em setembro, maior leitura desde março mas ainda abaixo da marca de 50 que divide crescimento de contração. Em agosto, o índice havia atingido 44,7.

A melhora no número deveu-se principalmente a quedas menores na produção e em novos trabalhos, assim como a uma estabilização nos níveis de emprego, disse o Markit.

A leitura final de setembro ficou ligeiramente acima da preliminar de 47,3 e, embora tenha permanecido fraca em comparação com as leituras acima de 60 no início de 2011, a pesquisa indica uma relativa resiliência da economia alemã.

"A Alemanha viu o maior ganho do PMI de indústria em um mês entre os 'quatro grandes' da zona do euro durante setembro, e com isso substitui a França no topo desse ranking", disse o economista sênior do Markit, Tim Moore.

"Esse é um sinal encorajador de que o fundo do poço já foi alcançado para a pesquisa PMI da Alemanha, com o principal índice impulsionado por quedas menores tanto na produção quanto em novas encomendas."

O índice de emprego no setor atingiu 50,3, entrando em território positivo pela primeira vez desde março e ficando pouco acima da média de longo prazo de 49,6.

"A estabilização dos números de emprego em setembro é mais um sinal de que as condições para os produtores industriais alemães estão começando a andar na direção correta", disse Moore.

O PMI mostrou que a produção caiu na taxa mais lenta desde março, uma vez que as empresas finalizaram as encomendas existentes e as novas encomendas do exterior recuaram na taxa mais lenta desde maio.

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