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Teste de estresse: bancos espanhóis precisam de 59,3 bilhões de euros

Relatório mostrou que Santander é a instituição espanhola mais saudável, enquanto Bankia ficou na pior posição

brasão - bandeira da Espanha
(Getty Images)

SÃO PAULO - Os bancos da Espanha precisam de cerca de € 59,3 bilhões para voltarem a ser saudáveis em um cenário de forte recessão, mostrou o teste de estresse das instituições do país. No cenário mais provável, de acordo com o Banco Central Espanhol, as necessidades seriam de apenas € 25,9 bilhões. Esses números são bastante inferiores às expectativas, que giravam entre € 100 a € 150 bilhões. 

O relatório sobre os bancos, que junto com um orçamento de austeridade do governo parece preparar um caminho de ajuda para o país, mostrou um resultado em linha com as expectativas do mercado. Segundo o Banco Central Espanhol, "o resultado confirma que o setor bancário da Espanha é solvente e viável, mesmo com um panorama adverso e improváveis melhorias no cenário econômico". 

O estudo de uma auditoria independente mostrou que o Santander é a instituição espanhola mais saudável. O credor excede os requisitos mínimos de capital em pelo menos € 19 bilhões. Por outro lado, o Bankia apresentou-se como o mais fraco, com um déficit de capital de € 13,2 bilhões.

O teste de estresse é uma parte das condições acordadas, durante o mês de julho, para o resgate de cerca de € 100 bilhões para o sistema bancário espanhol, que foi selado com perdas de mais de € 180 bilhões vinculadas a ativos imobiliários. 

O estudo mostra como as margens bancárias suportariam um cenário extremo em que a economia encolheria por três anos consecutivos. O cenário base do estudo pressume um ratio de 9% para as instituições e um recuo do PIB  (Produto Interno Bruto) sobre o período de 2014 de 1,7%. No total, 14 bancos participaram do teste, que representam cerca de 90% dos ativos do sistema bancário espanhol.

Madri espera que esse teste, conduzido pela consultoria Oliver Wyman e auxiliado por quatro grandes auditores sob a supervisão do Banco Central da Espanha e FMI (Fundo Monetário Internacional), vai restaurar a confiança dos investidores no setor bancário. 

 

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