Em mercados

Ibovespa mantém perdas, de olho em desaceleração da indústria global

Dados sobre atividade no setor manufatureiro decepcionam na Europa e nos EUA e colocam a recuperação em xeque

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(Getty Images)

SÃO PAULO - Depois da instabilidade vista no início dos negócios desta terça-feira (24), o Ibovespa parece ter se consolidado no campo negativo, assim como as bolsas internacionais. Às 12h47 (horário de Brasília), o índice recuava 0,74%, aos 52.643 pontos. 

O índice brasileiro está em linha com os internacionais. Nos EUA, o Dow Jones e o S&P 500 caem entre 0,5% e 0,9%, trajetória semelhante à observada na Europa. Por lá somente destoam do mercado as bolsas de Madri e Milão, cujos principais índices têm forte retração de 3,34% e de 2,71%, respectivamente.

Também é perceptível o sentimento de um risco mais intenso. O rendimento que os investidores demandam para comprar títulos públicos de longo prazo continua a disparar e, na Espanha, já chega a marca dos 7,62%.

Moody's alerta a Alemanha
Depois do último fechamento diversas notícias inundaram os mercados. A Moody's surpreendeu ao alertar que poderá retirar o rating triplo A da Alemanha, da Holanda e de Luxemburgo, enquanto os credores internacionais da Grécia chegam nessa terça-feira ao país para avaliar os progressos econômicos, em meio a dúvidas de que o país conseguirá cumprir os acordos fiscais.

Aliás, o primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, afirmou nesta terça que a recessão pode ser ainda mais profunda que os 7%, prevendo uma recuperação somente em 2014.

Indústria mundial perde força
Ainda no Velho Continente, a atividade industrial continua a recuar e em julho atingiu a sua mínima em 37 meses, conforme mostra o PMI (Purchasing Manager's Index), anunciado pela Markit Economics nesta manhã. Apesar disso, com uma melhora nos serviços, o indicador composto não se alterou sobre o mês anterior, apesar de marcar a sexta retração consecutiva.

Para continuar em números sobre a indústria, mais um dado desanimador: o indicador regional de atividade de Richmond, nos EUA, despencou de -3 para -17 neste mês, no menor nível desde abril de 2009 e muito abaixo do que era projetado pelo mercado. Da mesma forma, o indicador de atividade industrial medido pelo Markit mostrou o pior desempenho em 19 meses

"No geral, o terceiro trimestre está se moldando para se pior que o segundo em termos de crescimento, o que é uma preocupação crescente para os formuladores de políticas", escreve em relatório Chris Williamson, economista-chefe do Markit.

A única surpresa positiva veio na China, onde o indicador de atividade manufatureira permaneceu em retração, mas alcançou a máxima em cinco meses. O dado que mede a produção industrial, por sua vez, passou da contração para expansão, no melhor nível em nove meses.

Altas e baixas
Por aqui, as ações do Bradespar (BRAP4) e da Vale (VALE3, VALE5) chamam atenção na ponta negativa do Ibovespa, após o diretor-financeiro Tito Martins - que também já foi cotado à presidência da empresa no ano passado - deixar a companhia, que divulgará seu resultado trimestral após o fechamento de quarta-feira.

Enquanto isso, na outra ponta os papéis da LLX (LLXL3) mantêm a trajetória de forte alta vista desde a véspera, quando rumores sobre fechamento de capital tomaram conta do mercado.

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BRAP4 BRADESPAR PN 29,43 -3,82 -3,91 26,53M
 ELPL4 ELETROPAULO PN N2 19,20 -3,03 -41,33 5,39M
 VALE3 VALE ON 36,58 -2,92 -4,94 64,91M
 VAGR3 V-AGRO ON 0,35 -2,78 +9,38 1,30M
 VALE5 VALE PNA 36,01 -2,36 -2,33 341,06M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LLXL3 LLX LOG ON 2,74 +5,79 -18,69 21,86M
 ITUB4 ITAUUNIBANCO PN 30,04 +2,88 -10,33 255,30M
 ITSA4 ITAUSA PN 8,87 +2,78 -12,11 43,50M
 MMXM3 MMX MINER ON 5,37 +1,13 -19,49 12,50M
 BBAS3 BRASIL ON 19,75 +1,02 -13,80 39,09M
* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil | M - Milhão | B - Bilhão)

 

 

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