Em mercados

China e Europa preocupam e Ibovespa abre em forte queda

Investidores fogem de ativos de risco com receios sobre a situação da Espanha e Grécia, bem como arrefecimento chinês

mercados_ações_projeções_queda

SÃO PAULO - Na cola do mercado internacional, o Ibovespa abre o pregão desta segunda-feira (23) em terreno negativo. A aversão ao risco se instalou nas bolsas ao redor do globo diante de notícias pouco animadoras sobre a crise da Europa e a economia chinesa.

Por volta de 10h25 (horário de Brasília), o principal índice do mercado de ações nacional recuava 2,78% aos 52.687 pontos. Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Rossi (RSID3, R$ 3,88, -5,37%), MMX (MMXM3, R$ 5,22, -5,09%),  JBS (JBSS3, R$ 5,29, -5,03%),  OGX (OGXP3, R$ 5,18, -4,95%) e PDG Realty (PDGR3, R$ 3,18, -4,79%).

O Bradesco (BBDC4, R$ 29,75, -2,55%), que publicou seu balanço trimestral nesta manhã, também aparece na ponta vendedora. 

Na sexta-feira, o benchmark viveu um dia de correção, interrompendo uma sequência de três altas. O índice fechou com queda de 2,08%, aos 54.194 pontos. No ano, o principal índice da bolsa brasileira acumula perdas de 4,51%.

PIB chinês
No continente asiático, Song Guoqing, membro do comitê de política monetária do Banco Popular da China afirmou que a expansão econômica do país pode desacelerar pelo sétimo trimestre consecutivo, para 7,4% nos três meses encerrados em setembro.

Default grego
No Velho Continente, os receios sobre um eventual default grego voltam a pairar sobre o mercado. Conforme a revista alemã Der Spiegel, o FMI (Fundo Monetário Internacional) sinalizou à União Europeia que não participará de novos pacotes de ajuda financeira ao governo grego. Isso quer dizer que o país poderá ficar sem recursos em setembro.

Os credores da Grécia se reúnem esta semana em meio a dúvidas de que o país cumprirá os compromissos acordados para a liberação do resgate financeiro. A Troika - entidade internacional formada pela União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BCE (Banco Central Europeu) - chegará amanhã.

Regiões problemáticas
Além da situação grega, os desdobramentos da crise da Espanha também mexem com os nervos dos investidores. Em sua edição desta segunda, o jornal El País informou que as Ilhas Baleares e a Catalunha estão entre as seis regiões espanholas que podem pedir ajuda ao governo central, após Valência buscar um resgate no último dia 20.

A matéria acrescentou que Castilla-La-Mancha, Múrcia, as Ilhas Canárias e, possivelmente, a Andaluzia passam por dificuldades para se financiar e algumas dessas regiões estudam planos para acessar o recém-criado fundo de empréstimo de emergência, o qual Valência já afirmou que utilizará.

Focus reduz o PIB - mais uma vez
Por aqui, o Boletim Focus do Banco Central mostrou que o mercado manteve a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano em 1,90%, mas elevou a estimativa de inflação de 4,92% ante 4,87% de uma semana antes. 

Também na agenda nacional a FGV (Fundação Getulio Vargas) informou que IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) que acelerou 0,28% na terceira leitura de julho, ante 0,22% da medição anterior. Mais tarde, está prevista a divulgação da nota de Mercado Aberto do Banco Central, apresentando as operações feitas no mercado aberto pelo BC, como a venda de títulos federais, além de retratar o perfil da dívida pública mobiliária federal interna no mês de junho.

 

Contato